Ex-presidente da Bolívia acusa Venezuela de envolvimento em ataque contra TV

La Paz, 28 jun (EFE).- O ex-presidente da Bolívia e líder da aliança opositora Poder Democrático e Social (Podemos), Jorge Quiroga, denunciou hoje a participação da Venezuela no atentado com dinamites cometido contra uma rede de TV de Yacuiba em 21 de junho, na véspera do referendo autonomista de Tarija (sul).

EFE |

Em declarações à Agência Efe, Quiroga acusou a Embaixada da Venezuela na Bolívia de ter alugado o veículo de onde foi jogada a dinamite que explodiu na emissora, e de ter providenciado a logística e a munição empregada no ataque.

Para o ex-presidente boliviano (2001-2002), o atentado foi um ato de "terrorismo de Estado", o "mais grave em 26 anos de democracia na Bolívia".

O atentado citado pelo líder do Podemos ocorreu em 21 de junho, em Yacuiba, na fronteira com a Argentina, onde uma filial do canal "Unitel", contrário ao Governo de Evo Morales, foi alvo de explosivos, que causaram danos materiais consideráveis à emissora.

O veículo do qual teria sido lançado as dinamites bateu com outro automóvel durante a fuga, permitindo que fossem detidos os supostos autores do atentado, entre eles um subtenente do Exército que foi acusado judicialmente com outros 11 suspeitos.

Segundo o promotor do caso, o militar detido carregava uma credencial da chamada Casa Militar, que é a encarregada pela segurança do presidente Evo Morales, apesar de o Governo da Bolívia ter negado que o homem pertença à corporação.

Quiroga afirmou que há provas de que a Embaixada da Venezuela alugou o veículo usado no atentado, o que torna ainda mais grave a acusação de "terrorismo de Estado".

"A informação disponível agora indica que há uma agência que aluga veículos em Santa Cruz (oriente) à qual, nos meses de abril, maio e junho, as autoridades da Embaixada da Venezuela recorreram muitas vezes para alugar veículos para integrantes desta unidade militar mal denominada de contra-terrorista", disse Quiroga.

Segundo o ex-presidente, "está claro" que os autores do atentado eram uma unidade "chavista-terrorista (..) dedicada a levar e transferir soldados para Yacuiba e Villamontes (localidades de Tarija) e que tudo foi pago pela Embaixada da Venezuela, que também providenciou a logística" do ataque. EFE sam/bm/sc

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