Ex-presidente colombiano nega ter pedido encontro entre Chávez e Farc

Madri, 17 mar (EFE).- O ex-presidente da Colômbia Andrés Pastrana negou hoje que, enquanto estava no poder (1998-2002), tenha permitido uma reunião entre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

Em declarações à rádio espanhola "Onda Cero", Pastrana desmentiu Chávez, que ontem afirmou ter recebido 'Raúl Reyes', então porta-voz e segundo homem na hierarquia da guerrilha, a pedido de Pastrana.

"Eu recebi Raúl Reyes uma vez, em particular e em segredo, no Casarão (residência presidencial). Conversamos a madrugada toda, porque Andrés Pastrana tinha me pedido, e me pedido várias vezes", afirmou o chefe de Estado venezuelano ao comentar as supostas relações de seu Governo com o grupo terrorista ETA e as Farc.

No entanto, hoje Pastrana disse que "isso não é verdade" e que Chávez "está com a memória falha".

"Nunca foi dada uma autorização para que Chávez falasse com Reyes", insistiu o ex-governante colombiano.

"Chávez sempre quis participar do processo de paz na Colômbia, mas essa autorização para que Raúl Reyes fosse conversar (...) na casa presidencial venezuelana nunca foi dada".

"Nós sempre soubemos que a Venezuela participava do processo de paz ou colaborava com mais de 20 e poucos países que estiveram nos acompanhando (nesse processo). Mas nunca foi dada autorização para que Chávez falasse com as Farc".

Segundo Pastrana, "Chávez sempre esteve interessado em participar da mesa com as Farc", mas "a única pessoa que deu autorização a ele para falar com a guerrilha foi o presidente (colombiano Álvaro) Uribe".

O ex-chefe de Estado destacou que um caso "diferente" é o do Exército de Libertação Nacional (ELN).

"O presidente Chávez esteve colaborando conosco, os colombianos, no processo para fazer as negociações de paz com o ELN avançarem, mas nunca com as Farc", esclareceu Pastrana.

Também perguntaram a Pastrana se o presidente venezuelano deveria dar uma resposta mais clara sobre a denúncia do juiz espanhol Eloy Velasco de que o Governo de Chávez estaria ligado a uma suposta aliança entre o ETA e as Farc.

"É Chávez, como presidente da Venezuela, que tem que explicar se há ou não vínculos, se tem ou não informações sobre estas questões.

Porque, neste caso, não é possível sair pela tangente", respondeu o ex-governante. EFE pa/sc

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