Ex-presidente colombiano desmente versão de acusado de morte de político

Bogotá, 19 ago (EFE).- O ex-presidente colombiano César Gaviria afirmou hoje em Bogotá que Luis Carlos Galán, candidato presidencial assassinado há 20 anos, não pediu à central de inteligência do Estado que fosse mudado o serviço de seguranças.

EFE |

Gaviria, que governou a Colômbia de 1990 a 1994, desmentiu desta maneira um dos argumentos da defesa do general reformado Miguel Maza Márquez, que dirigia o Departamento Administrativo de Segurança (DAS, inteligência) na época do crime.

Na terça-feira a Procuradoria Geral colombiana ordenou a detenção sem direito de fiança do ex-policial por sua suposta implicação na morte de Galán, assassinado em 18 de agosto de 1989 durante um comício em Soacha, localidade vizinha a Bogotá.

As investigações concluíram que o crime foi cometido por ordem do chefe do cartel de Medellín, Pablo Escobar -morto pelas forças de segurança em 1993-, em aliança com setores políticos contrários a Galán.

O político foi assassinado quando as pesquisas apontavam seu favoritismo nas eleições de 1990, às quais concorreria pelo Novo Liberalismo (NL), movimento criado por ele.

Gaviria, eleito no lugar de Galán, disse que duvidava "enormemente" que o político tivesse solicitado mudanças em seu serviço de guarda-costas.

"Até poderia dizer que tenho certeza de que Galán não foi pedir a mudança de sua escolta", afirmou o ex-presidente em declarações que concedeu à margem de um fórum internacional sobre os desafios da democracia na Colômbia e na América Latina convocado em Bogotá.

A reunião, de menos de dois dias e convocada por causa do 20º aniversário da morte de Galán, foi inaugurada na terça-feira pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, e pelo ex-governante chileno Ricardo Lagos.

Com a afirmação, Gaviria gerou dúvidas sobre a versão de Maza de que fez mudanças na equipe de segurança de Galán por pedido do líder político.

Maza foi detido três semanas depois de prestar depoimento ao promotor que retomou o caso Galán e que ordenou que fosse detido por "sua suposta responsabilidade na qualidade de coautor do homicídio agravado" do líder político. EFE jgh/db

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