Ex-presidente cambojano responde em juízo por genocídio

O ex-presidente cambojano Khieu Sampan, julgado pelas atrocidades cometidas pelo regime do Khmer Vermelho (1975-79), compareceu pela primeira vez a um tribunal especial da ONU nesta quarta-feira, em Phnom Penh.

AFP |

Khieu Sampan, de 76 anos, acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, ouviu impassível a leitura da ata de seu processo pelo juiz.

A audiência prosseguiu a portas fechadas.

Khieu Sampan é defendido por um advogado cambojano e pelo francês Jacques Vergés, que teve, entre seus clientes, o terrorista venezuelano Carlos, o Chacal, e o criminoso de guerra nazista Klaus Barbie.

Vergés e Khieu Sampan, que, quando jovem, estudou na França, se conheceram em Paris, nos anos 50, como simpatizantes marxistas do movimento anticolonialista.

Ao ser preso, Khieu Sampan negou responsabilidade nos fatos a ele atribuídos, alegando que suas funções à frente do Estado não constituem provas de culpa.

Dois milhões de cambojanos morreram sob o regime khmer que, em nome de uma ideologia que misturava maoísmo e nacionalismo, semeou o terror há 30 anos no Camboja, impondo trabalhos forçados e eliminando sistematicamente qualquer tipo de oposição.

suy/cn

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