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Ex-presidente boliviano diz que Bolívia é colônia venezuelana

Bogotá, 9 jun (EFE) - O ex-presidente boliviano Jorge Quiroga afirmou que o problema que afeta o hemisfério e, mais diretamente, seu país, é o projeto hegemônico do chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, e indicou que a Bolívia se transformou em uma colônia venezuelana. O ex-governante (2001-2002) assegurou em entrevista publicada hoje no jornal El Espectador, de Bogotá, que o atual Governo do presidente boliviano, Evo Morales, é um satélite de propriedade direta de Hugo Chávez. O caso da Bolívia é absolutamente descarado: o Governo distribui cheques, destinados à conta da embaixada da Venezuela, em guarnições militares, municípios e organizações sindicais. O presidente da Bolívia se desloca em aviões e em helicópteros venezuelanos, disse.

EFE |

Quiroga, que está de visita a Bogotá para participar, hoje, do fórum "Encontrando a rota da prosperidade coletiva", acrescentou que este não é um tema de esquerda ou direita, mas de um projeto financiado pelo petróleo que procura chegar às urnas, "governar com hegemonia e perpetuar-se na tirania".

O líder da oposição no Congresso boliviano, com o partido Poder Democrático e Social (Podemos), afirmou que será candidato nas eleições de 2010 para evitar que a Bolívia se transforme em uma "colônia chavista".

"O atual Governo da Bolívia é propriedade de Hugo Chávez e o que não vou deixar é que meu país seja de sua propriedade. Entendamos que este projeto e suas expressões em Bolívia, Nicarágua, Equador e Paraguai são a maior ameaça para a democracia e a liberdade", ressaltou.

De outro lado, disse que a Colômbia tem a "obrigação hemisférica" de revelar todos os dados dos computadores do ex-líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) "Raúl Reyes" para conhecer os laços dessa guerrilha com Governos da região.

Raúl Reyes, porta-voz internacional das Farc, morreu em 1º de março em uma operação militar colombiana em território equatoriano no qual também foram mortas outras 25 pessoas, entre elas quatro mexicanos e um equatoriano. EFE fer/db

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