O ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-99) se negou nesta segunda-feira a depor a um juiz como indicado por manobras para acobertar a investigação pelo atentado contra a mutual judaica AMIA em 1994, que deixou 85 moertos e 300 feridos.

A recusa de Menem, que acumula várias acusações por corrupção durante seu governo, aconteceu dois dias depois do ex-funcionário judicial Claudio Lifschitz, cujo depoimento foi chave para revelar irregularidades nos procedimentos do caso, denunciou ter sido sequestrado e torturado.

O senador opositor, de 78 anos, é acusado de obstruir uma linha da investigação do ataque à Associação Mutual Judaica Argentina (AMIA) para proteger o comerciante argentino de origem síria Kanoore Edul, que segundo a justiça pode ter vínculos com os terroristas.

lt/fp

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