Ex-premiê tailandês Shinawatra é julgado à revelia

Bangcoc, 16 jul (EFE).- A Corte Suprema da Tailândia começou hoje a julgar o suposto enriquecimento ilícito do deposto primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que, se for declarado culpado, pode ter apreendidos bens no valor de 76 bilhões de baht (US$ 2,226 bilhões).

EFE |

O caso se concentra na venda das ações que a família Shinawatra possuía do conglomerado empresarial fundado pelo ex-primeiro-ministro, a Shin Corporation, e que, em janeiro de 2006, vendeu à companhia estatal de Cingapura, a Temasek Holding, em uma operação livre de impostos.

O Governo de Shinawatra reformou três dias antes da operação a norma que proibia vender mais de 49% das ações de qualquer companhia tailandesa a outra de capital estrangeiro.

A venda dos ativos em Shin Corporation marcou o início dos protestos nas ruas contra Shinawatra, deposto em setembro de 2006 por meio de um golpe de estado violento cometido pela cúpula militar, quando estava em Nova York participando da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em outubro do ano passado, Shinawatra foi condenado à revelia pela Corte Suprema a dois anos de prisão por um crime de abuso de poder cometido enquanto era primeiro-ministro.

Há seis ordens de busca e captura emitidas contra Shinawatra pelos tribunais de Justiça da Tailândia, país no qual, até o momento, nunca um político importante foi preso após ter sido declarado culpado de um crime de corrupção.

Em comunicado dirigido à imprensa do exílio, o ex-primeiro-ministro denunciou que o caso faz parte de uma estratégia que busca prejudicar sua reputação e retirá-lo da política. EFE tai/an

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