Ex-premiê belga e ministro se contradizem sobre caso Fortis em CPI

Bruxelas, 9 mar (EFE).- O ex-primeiro-ministro belga Yves Leterme e o ministro das Finanças, Didier Reynders, deram hoje versões contraditórias à comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga o caso do Fortis e apura quem estava a par da decisão judicial sobre o grupo financeiro antes de essa se tornar pública.

EFE |

O Governo liderado na época pelo democrata-cristão flamengo Leterme renunciou após ter sido acusado de tentar influenciar na decisão de um tribunal de apelação sobre o processo de fragmentação e venda da que foi a principal entidade bancária e de seguros da Bélgica.

Segundo Leterme, Olivier Henin, o chefe de gabinete do ministro das Finanças, tinha conhecimento, em 6 de novembro, do "sentido geral" da decisão do promotor de um tribunal de apelação que devia se pronunciar depois sobre a venda do Fortis, informou a agência "Belga".

No entanto, o ministro das Finanças afirmou à comissão de inquérito que nem ele nem ninguém de sua equipe soube antes de vir a público qual seria o sentido da decisão judicial.

Segundo Reynders, a única informação que foi transmitida em 6 de novembro a seu chefe de gabinete foi que haveria uma audiência para que o promotor anunciasse sua opinião sobre o caso, como ressaltou o próprio Henin na sexta-feira perante a comissão parlamentar.

Mas Leterme disse que, em 6 de novembro, fazia uma semana que sabia que a audiência seria realizada.

Em dezembro, o tribunal de apelações se pronunciou contra as teses do Governo e a favor de que os acionistas do Fortis se pronunciassem sobre a fragmentação e venda da instituição.

As denúncias de pressões políticas causaram a queda do Executivo e a criação da comissão parlamentar de inquérito. EFE met/db

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