chef será indicado para voltar ao cargo na Tailândia - Mundo - iG" /

Ex-premiê chef será indicado para voltar ao cargo na Tailândia

O ex-primeiro ministro tailandês Samak Sundaravej, obrigado a renunciar ao cargo dois dias atrás, aceitou nesta quinta-feira uma indicação de seu partido para ser reconduzido ao poder, apesar de protestos e da instabilidade política do país. Samak teve de deixar o comando da Tailândia depois que a Justiça do país considerou uma violação da Constituição o fato de o premiê apresentar, em paralelo às suas funções públicas, um programa de culinária na TV.

BBC Brasil |

O ex-premiê é um conhecido gourmet e chef de cozinha. Em seu programa, entre outras atrações, ele passeia por mercados populares e prova ingredientes e especiarias locais. Pelas aparições, recebe um módico pagamento.

De acordo com a Constituição aprovada no ano passado, funcionários do governo não podem manter interesses comerciais enquanto estiverem no serviço público.

Samak foi obrigado a deixar o cargo mas, à falta de outras penalidades na lei, o Partido do Poder Popular, o maior do Parlamento tailandês, argumenta que não há impedimento legal para que ele seja reindicado para o cargo que acaba de deixar.

Apoio
Mesmo assim, a indicação ainda necessita de apoio de partidos menores da coalizão, afirmou o repórter da BBC em Bangcoc Jonathan Head.

Quatro de cinco siglas da aliança governista deixaram claro que preferem uma alternativa a Samak, e que poderiam se alinhar ao partido opositor, Democrata, para votar contra a indicação, afirmou o correspondente.

O ex-premiê enfrenta ainda a possibilidade de ser desqualificado novamente no fim do mês se perder um processo de difamação que corre contra ele.

A indicação de Samak foi recebida com desapontamento entre opositores que há duas semanas protestam contra o governo e ocupam prédios oficiais na capital tailandesa.

Jonathan Head disse que a escolha foi vista como uma "provocação" que não ajuda a amenizar a crise política no país.

A polêmica ocorre em um contexto de turbulência política que se acentuou nas últimas semanas, quando manifestantes começaram a ocupar prédios do governo em Bangcoc.

O ministro do Exterior renunciou e o Exército se recusou a garantir um estado de emergência decretado após a morte de uma pessoa em choques entre manifestantes, liderados pela Aliança do Povo para a Democracia (PAD), e a polícia.

O PAD, que reúne monarquistas, empresários e a classe média urbana, foi formado meses antes da deposição do ex-premiê Thaksin Shinawatra em um golpe militar em 2006.

Partidários da legenda dizem que o atual primeiro-ministro é uma marionete dos interesses de Thaksin, que fugiu do país para evitar um processo por corrupção.

O rei Bhumibol, muito reverenciado no país, vem se recusando a intervir na crise.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG