Exposição sobre história do sutiã despede-se de São Paulo

São Paulo, 30 mar (EFE).- A história do sutiã, uma das roupas íntimas femininas que mais passou por transformações ao longo dos tempos, foi ilustrada por 17 artistas brasileiros em uma exposição que encerra amanhã em São Paulo, em homenagem ao mês internacional da mulher.

EFE |

"O soutien, a batalha contínua" reúne uma série de obras com formas e materiais inusitados que recriaram as mudanças na confecção dessa peça íntima, que passou de um "tormento" a um instrumento de sedução.

A exposição faz parte das comemorações no Brasil durante o mês de março dos cem anos do Dia Internacional da Mulher e também foi um marco dentro da campanha de prevenção ao câncer de mama promovida pela Associação GLS Casarão Brasil, entidade que reúne ONGs de orientação homossexual.

"É uma exposição contra o câncer de mamãe, em aliança com a Associação do Câncer de São Paulo e este espaço está disponível para outras associações com esses assuntos que busquem o bem comum. Nós temos um pensamento de cidadania e não de segregação", declarou à Agência Efe o presidente da entidade, Douglas Drummond.

Por ano, morrem no Brasil 12 mil mulheres vítimas de câncer de mama, pelos números do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

As obras retratam a evolução do sutiã em diferentes culturas e a importância dessa peça na vida da mulher.

A mostra traz também uma proposta futurista, com modelos "cibernéticos", como uma mensagem de protesto à submissão que padeceria a mulher com um sutiã no futuro, numa era dominada pela tecnologia.

"Até 1910, as mulheres usaram modelos que pressionavam exageradamente os seios e que pode ter sido responsável pelo surgimento do câncer de mama", comentou o estilista têxtil Adriana García.

Naquele ano, em Nova York, a jovem Mary Phelps Jacob, então com 19 anos, criou o atual modelo de sutiã e começou a confeccioná-lo para suas amigas, até patentear a criação.

Os autores, membros da Associação Brasileira dos Artistas Plásticos de Collage (ABAPC), usaram, entre outros materiais, objetos pontiagudos, cadeados, chaves, arames, alfinetes, peças de computador, material reciclável e armas de brinquedo.

Participaram da exposição os artistas Adriana Rizkallah, Bárbara Altstadt, Carlos Dercole, Domingues Abreu, Elza Carvalho, Fernanda Rodante, Ivan Porterro, Lucas Cardoso, Mauro María. Miguel Sánchez, Nino Millán, Paulo Pinno, Rosángela Sheila Oliveira, Valter Moraes, Vera Ferro, Walter Tommasi e Wilson Lima. EFE wgm/dm

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