Exposição sobre alemães deportados após 2ª guerra é autorizada

Berlim, 19 dez (EFE).- A Câmara Alta do Parlamento alemão (Bundesrat, equivalente ao Senado) autorizou hoje a criação de uma exposição permanente em Berlim em memória dos milhões de cidadãos alemães que foram expulsos do leste e centro da Europa após o final da guerra e a derrota do nazismo.

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A permissão chega após anos de controvérsia em torno do projeto, que levantou protestos em alguns países vizinhos, como a Polônia e a República Tcheca, por considerar que, com isso, equiparavam como "vítimas" os apoiadores do nazismo.

A exposição, organizada pelo Museu de História Alemã, contará com uma superfície de 1.200 metros quadrados e ficará na Casa da Alemanha, perto da Postdamer Platz.

Segundo os planos do Governo, se criará um centro de documentação dirigido aos entre 12 e 14 milhões de alemães que foram deportados dos territórios polonês e tcheco, principalmente, em represália pelos crimes do Terceiro Reich.

Além disso, se documentarão outras deportações ocorridas após a Segunda Guerra Mundial em toda a Europa.

A coalizão entre os democratas-cristãos da chanceler Angela Merkel e os social-democratas aprovou o projeto em setembro, após um longo processo de discussão no qual finalmente se submeteu a representantes do Governo polonês.

A necessidade de abrir uma instituição destas características em Berlim foi defendida durante anos pela Associação de Deportados Alemães, presidida pela deputada conservadora Erika Steinbach, e contou com a rejeição do anterior Governo social-democrata-verde de Gerhard Schröder.

Schröder defendia a tese que um centro em memória dos deportados devia abranger todo este coletivo de vítimas -não só as alemãs- e não devia estar necessariamente em Berlim. EFE ira-gc/jp

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