WAUKESHA, Wisconsin - A viúva de John Lennon e os fãs do músico são tão protetores em relação a suas obras que não querem que seus desenhos sejam fotografados. Além disso, algumas obras são tão frágeis e valem tantos milhares de dólares que eles não querem que as imagens apareçam na internet, onde poderão ser copiadas.

Assim, pela primeira vez o público poderá ver 27 desenhos a lápis juntamente com cinco litografias e serigrafias (todas autênticas) de autoria do cantor no Museu e Sociedade Histórica do Condado de Waukesha, num subúrbio de Milwaukee.

A exposição intitulada "Coming Together Through The Art of John Lennon" acontece a partir do dia 1º de setembro.

Um aposentado de 50 anos (que prefere o anonimato) emprestou as obras e outros itens que colecionou, como o microfone usado por Lennon na gravação de "Imagine", ao museu.


Microfone utilizado em "Imagine"/ AP

Paul Jillson, que representa as obras de Lennon desde 1988, disse que o cantor não vendeu suas obras através de galerias de arte e não chegou a catalogar o que produziu, portanto a coleção representa um golpe de sorte. Yoko Ono tem 1,700 dos desenhos originais de Lennon, ele disse.

A diretora executiva do museu, Kirsten Villegas, não irá fornecer muitos detalhes sobre o benfeitor por questões de segurança. O homem quer que a atenção seja dada às obras e ao microfone, que valem mais de US$600,000.


Quadro pintado por John Lennon/ AP

Segundo Villegas, essa coleção é a terceira maior de obras de Lennon.

Lennon, que foi assassinado diante de seu prédio em Nova York em 1980, desenhou durante toda sua vida e freqüentou o Instituto de Arte de Liverpool por três anos antes do sucesso dos Beatles.

As datas dos desenhos cariam do início dos anos 1960 até 1978.

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