Exposição fotográfica revela nus em locais públicos de N.York

David Valenzuela. Nova York, 21 ago (EFE).- O jovem fotógrafo Zach Hyman inaugurou na quinta-feira em uma galeria de arte de Nova York sua última coleção de instantâneas, um projeto com o qual oferece um tour de nus masculinos e femininos tirados de vários lugares públicos da cidade americana.

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O artista, de 22 anos, surpreende há cerca de um ano muitos nova-iorquinos com rápidas sessões fotográficas nas quais retrata jovens totalmente nus em pontos centrais da cidade, uma iniciativa com a qual pretende defender "a qualidade artística do nu", explicou hoje em entrevista à Agência Efe.

A famosa Times Square, o bairro de Chinatown ou a estátua do touro de bronze de Wall Street foram algumas das localizações nas quais o fotógrafo realizou sessões que costumam durar "30 segundos, em média", e que despertaram polêmica em várias ocasiões.

"Tudo começou como uma espécie de piada para mim. Acha divertido pensar em retratar nus em locais públicos e captar, ao mesmo tempo, a reação popular", explicou Hyman, que quer desfazer a ideia que impera entre muitas pessoas de que "o nu é sempre sexual ou perverso".

O resultado pode ser visto até 30 de agosto na galeria Chair and the Maiden, onde o público poderá desfrutar de "Decent Exposures", 14 fotografias (sete de homens e sete de mulheres) nas quais a lente de Hyman captou "as partes íntimas que todos temos e que estranhamente nos escandalizam".

"Todos nascemos com um pênis ou uma vagina. Alguns com os dois e inclusive há gente que quer ter um no lugar do outro. Não entendo que se reaja estranhamente a uma imagem à qual deveríamos estar acostumados", disse o artista, que definiu seu trabalho precisamente como "um estudo do corpo humano".

São muitas as caras feias e alguns os insultos que certos pedestres nova-iorquinos proporcionaram ao fotógrafo enquanto ele fazia suas imagens em lugares tão públicos e movimentados como um vagão do metrô de Nova York, onde em junho registrou completamente nua uma modelo diante da estupefação dos passageiros.

"Foi a sessão mais longa que realizei. Durou exatamente dois minutos e meio, os que separam os bairros de Brooklyn e Manhattan na linha L do metrô", explicou o fotógrafo, que naquele dia ouviu "os gritos de uma mulher que ameaçou chamar a Polícia".

O artista assegurou que inclusive chegou a realizar uma sessão dentro de uma igreja da cidade e saiu sem ser descoberto.

"Nunca nos pegaram", afirma Hyman, que sempre reservou "uma soma de dinheiro para pagar a fiança e poder sair à rua rapidamente" se a Polícia nova-iorquina o detivesse com algum de seus modelos.

O fotógrafo também explicou que a reação das pessoas perante seus inesperados nus varia "segundo o sexo do modelo", já que, segundo ele, "se for mulher, parece que é muitos mais aceito que se quem tiver completamente nu é um homem".

"Nossa sociedade está acostumada a ver mulheres nuas no cinema, mas ter à frente alguém com um pênis à vista ofende e violenta muita gente", afirmou o fotógrafo, que também assegurou que "as mulheres respondem melhor à nudez alheia que os homens".

Os modelos que Hyman utilizou até o momento são "bons amigos que não se importam em posar nus" e também "outras pessoas que fui conhecendo e que gostam da minha obra", segundo reconheceu o fotógrafo.

"Neste primeiro dia da exposição da obra, recebi muitos e-mails de gente à qual não conheço e que quer posar para mim", asseverou o artista, que também contou ter recebido "ameaça". EFE dvg/db

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