Exposição de artista brasileira em Madri relaciona memória e tempo

Madri, 7 abr (EFE).- A artista brasileira Rosângela Rennó expressa sua ideia de memória como um ato reinventado em quatro obras reunidas na exposição Fiebre, Basura y Poesía (Febre, Lixo e Poesia, em espanhol), que abre suas portas hoje, na Fabrica Galeria, em Madri.

EFE |

Em entrevista à Agência Efe, Rosângela disse que a fotografia reúne "a ideia e a sensação de que o tempo não volta nunca" e que a memória nunca é fiel ao acontecimento, já que, em sua opinião, "é mais fácil inventar que tentar recuperar o passado".

Esse é o conceito apresentado por Rosângela, mineira de Belo Horizonte, através de quatro obras dotadas de independência linguística e que foram combinadas sob o título "Febre, Lixo e Poesia", na exposição que ficará aberta em Madri até o dia 29 de maio.

Em "Matéria de Poesia", Rosângela presta homenagem ao poeta brasileiro Manoel de Barros, com colagens que deram origem a 21 imagens.

A obra dialoga com "Febre do Cerrado", em que Rosângela reuniu seis trabalhos que registraram, em seis fotografias, rodamoinhos em Minas Gerais.

Segundo a artista, captar o rodamoinho mostra "a ideia do instante da fotografia" e também é uma forma de prolongar no tempo esse fenômeno da natureza.

Seguindo a mesma obsessão pelo tempo e pela memória, Rosângela é autora do livro "2005-510117385-5", cujo título remete ao número do arquivo da investigação do roubo de 751 fotos da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, em 2005.

"O livro em formato de álbum remete à ideia de amnésia, de apagar a imagem da memória do patrimônio histórico e cultural", disse. EFE bp/pd

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