Exposição alemã mostra peixes de regiões abissais

Uma exposição na Alemanha traz à tona seres curiosos das regiões mais profundas dos oceanos. A mostra, chamada Tiefsee (Mar Profundo, em tradução livre) oferece um passeio virtual pela escuridão da chamada zona abissal dos mares.

BBC Brasil |

Situada a centenas de metros de profundidade, é uma das áreas menos conhecidas do globo, apesar de representar mais de 70% da biosfera do planeta.

A mostra está em cartaz até o fim de junho no Museu de História Natural Senckenberg, em Frankfurt, oeste da Alemanha, e ocupa um espaço de mil metros quadrados, distribuídos em dois andares.

Neles, são apresentados 45 animais originais conservados em álcool, mais de 35 modelos especialmente produzidos para a exibição, além de equipamentos históricos usados na exploração a grandes profundidades.

Um deles é o globo submarino "Bathysphere", com o qual os americanos Charles William Beebe e Otis Barton alcançaram em 1934 a então marca recorde de 923 metros de profundidade.

Viagem virtual
Os visitantes podem realizar uma viagem virtual em um modelo de submarino com 11 metros de comprimento cujos monitores transmitem a sensação de uma viagem por um mundo caracterizado por temperaturas geladas e completa falta de luz, além de uma pressão que chega a ser dezenas e até centenas de vezes maior que a da superfície.

Esse aspecto é um dos responsáveis pela ausência de animais vivos no evento.

"Os organismos não podem ser levados, sob as mesmas condições de alta pressão, do fundo do mar até um aquário", explica o biólogo marinho Michael Türkay, diretor do setor do departamento de zoologia marinha do Instituto de Pesquisas Senckenberg.

Elaborada em conjunto com o Museu de História Natural de Basiléia, a exposição traz habitantes do fundo do mar de aparência curiosa. São peixes brilhantes e que emitem luz, com grandes olhos e dentes, lulas transparentes e medusas gigantes, além de um modelo de filhote de cachalote de cerca de sete metros de comprimento.

Expedições
Durante muito tempo, os especialistas acreditavam ser impossível haver vida em grandes profundidades marinhas.

Essa crença foi derrubada pelas primeiras expedições de cientistas ingleses e alemães no final do século 19. Nos anos 30 foram realizadas as primeiras viagens tripuladas a profundidades de até mil metros.

O pesquisador suíço Jacques Piccard, morto em novembro aos 86 anos, alcançou em 1960 pela primeira vez a Fossa das Marianas, no Pacífico, tripulando um submarino construído por ele e por seu pai.

Para o mergulho a quase 11 mil metros de profundidade, seu veículo teve que suportar uma pressão de água correspondente a 170 mil toneladas.

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