Ex-policial acusa guerrilheira das Farc de castrá-lo

Bogotá, 4 out (EFE) - O ex-policial colombiano Miguel Antonio Paez Ramos acusou hoje a antiga guerrilheira das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) conhecida como Karina de castrá-lo há oito anos em uma reserva ilegal instalada em uma estrada do noroeste do país. Paez Ramos, de 53 anos, fez a denúncia no programa radiofônico Colombia Universal, no qual explicou que o fato ocorreu em Urabá, 600 quilômetros ao noroeste de Bogotá, pela qual viajava em um ônibus com sua esposa. Karina comandava a frente número 47 das Farc, que chegou a ter 300 membros e que posteriormente ficou praticamente aniquilada. Considerada cruel e sanguinária, a rebelde era a mulher mais importante na hierarquia do grupo insurgente, no qual permaneceu mais de 20 anos. O denunciante, que foi membro da Polícia e depois passou à reserva, afirmou que a ex-guerrilheira, ao saber que era agente reservista, disse que se entrasse para a guerrilha receberia 33 mil pesos por dia (US$ 16). Eu disse que não. Amarraram-me com arame farpado e ela apontou uma arma para mim.

EFE |

Perdi o sentido. Castraram a mim e a outros passageiros", assegurou Paez.

O ônibus, acrescentou, foi incendiado e o motorista foi queimado vivo no interior do veículo.

"Karina" se entregou às autoridades em 19 de maio e pediu os benefícios do programa de reinserção, mas atualmente responde a vários processos judiciais.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, tinha estabelecido como prioridade a detenção da guerrilheira, que era acusada do assassinato do fazendeiro Alberto Uribe Sierra, pai do líder, há 25 anos, apesar de ela ter negado participação no crime. EFE gta/db

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