Tamanho do texto

Sarajevo, 29 jul (EFE).- Sete ex-policiais servo-bósnios foram condenados hoje pelo Tribunal da Bósnia-Herzegovina, em Sarajevo, a um total de 284 anos de prisão, no primeiro julgamento realizado perante esta Corte por genocídio dos muçulmanos de Srebrenica.

Três dos condenados receberam pena de 42 anos de prisão, três de 40 e outro de 38 anos, enquanto quatro foram absolvidos.

Os réus foram acusados da execução de mais de mil muçulmanos bósnios no armazém de uma cooperativa agrícola em Kravica, próximo a Srebrenica, em 13 de julho de 1995.

O processo judicial contra as 11 pessoas começou em 2006, após elas serem detidas pela Polícia servo-bósnia um ano antes nas localidades de Zvornik, Vlasenica e Bratunac, no leste do país, acusadas de terem participado do massacre de Srebrenica.

Cerca de oito mil muçulmanos foram assassinados em julho de 1995 depois que o Exército servo-bósnio conquistou o leste de Srebrenica, região então protegida pela ONU.

Um dos principais acusados de genocídio em Srebrenica, o ex-presidente da República Sérvia da Bósnia Radovan Karadzic, foi preso no dia 21 nas proximidades de Belgrado.

Karadzic será extraditado para o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), em Haia, onde será processado. EFE nh/wr/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.