Explosões na capital da Tailândia deixam 1 morto e 50 feridos

Cinco explosões foram registradas nesta quinta-feira no bairro financeiro de Bangcoc, onde dois grupos de manifestantes adversários se confrontaram, deixando um morto e cerca de 50 feridos, segundo balanço preliminar da AFP com base em cifras comunicadas por três hospitais.

iG São Paulo |

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, convocou uma reunião de emergência com os chefes de segurança do país, segundo o porta-voz do governo, Panitan Wattanayagorn.

De acordo com o Exército, as explosões do lado de fora do Charoen Pokphand Group, o principal grupo de agronegócios da Tailândia, foram causadas por granadas M-79.


Civis ajudam mulher ferida por explosão em Bangcoc / AP

Centenas de militares, muitos armados com fuzis M-16, ocupam a área desde segunda-feira para bloquear milhares de manifestantes antigoverno que planejam marchar para o distrito dos bancos e grandes empresas da capital tailandesa.

Perto das explosões, dezenas de milhares de "camisas-vermelhas", simpatizantes do ex-premiê Thaksin Shinawatra, fortaleceram seu ponto de concentração no distrito comercial com barricadas improvisadas, esperando uma tentativa do Exército de expulsá-los a qualquer momento.

Nenhum dos lados demonstrou qualquer sinal de recuar depois da caótica tentativa do Exército de expulsar os manifestantes de outro local no dia 10 de abril. O confronto deixou 25 mortos e mais de 800 feridos.

O Exército mais uma vez alertou que pode usar a força para dispersar a multidão de "camisas-vermelhas" que lidera há sete semanas os protestos pedindo por uma nova eleição.

"Seus dias estão contados", disse o porta-voz das Forças Armadas, Sansern Kaewkamnerd, nesta quinta-feira. "Se vocês saírem agora, não serão processados. Mas se vocês esperaram até as forças de segurança invadirem, vocês serão acusados. Vocês também podem ser atingidos por balas desviadas durante os confrontos das forças de segurança com terroristas fortemente armados", disse.

Líderes "camisas-vermelhas" dizem que outra tentativa semelhante de afastar o protesto seria inútil e que os manifestantes deixariam Bangcoc apenas quando o primeiro-ministro anunciar a dissolução do Parlamento e novas eleições.

"Estou enviando um sinal (ao permanecer no local e fortalecê-lo) de que quero ver suas cartas (de renúncia)", disse um dos três principais líderes "camisas-vermelhas", Nattawut Saikuar, nesta quarta-feira.

"Você não pode emitir uma ordem porque os soldados não irão escutar", acrescentou, citando a frustrada tentativa da última sexta-feira de prender líderes da manifestação.


Manifestante dorme em barricada de pneus no centro de Bangcoc / AP

Crise política

Uma grande parte dos "camisas vermelhas", cuja maioria provém das classes rurais do norte e nordeste do país, apoia o ex-premiê Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe de Estado em 2006. Eles exigem eleições antecipadas de forma imediata.

O primeiro-ministro atual, Abhisit Vejjajiva, chegou à chefia do governo em dezembro de 2008 depois que o anterior partido governista, formado por aliados de Shinawatra, foi dissolvido por cometer fraude eleitoral.

A Tailândia está profundamente dividida entre "vermelhos", partidários de Thaksin, que prometeram acabar com o atual governo de Vejjajiva, e "amarelos", que contam com o apoio das elites de Bangcoc e querem manter o atual governo.

Na última segunda-feira, os "camisas amarelas", movimento monarquista tailandês, lançaram um ultimato ao governo dando uma semana para que

resolva a crise política provocada por seus rivais.

* Com EFE, AFP e Reuters

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