Explosões em Bangcoc deixam ao menos 3 mortos e 75 feridos

Bangcoc, 22 abr (EFE).- Pelo menos três pessoas morreram e outras 75 ficaram feridas, entre elas quatro estrangeiros, em uma série de explosões de granadas ocorridas hoje no centro financeiro de Bangcoc, em um novo surto de violência vinculado aos protestos na capital tailandesa.

EFE |

As cinco explosões aconteceram perto de uma estação do metrô elevado, na famosa Rua Silom e situada a cerca de 500 metros do local onde os manifestantes conhecidos como "camisas vermelhas" e opositores ao movimento mantêm choques esporádicos há vários dias.

"Já morreram três pessoas e mais de 70 estão feridas", disse o vice-primeiro-ministro Suthep Thaugsuban, em entrevista coletiva.

A Polícia não divulgou as identidades das pessoas que morreram e nem as nacionalidades dos estrangeiros feridos, aparentemente turistas, por se tratar de uma região popular de cidade, onde fica o mercado de Patpong.

Segundo o vice-primeiro-ministro, as granadas foram disparadas a partir da zona ocupada pelos manifestantes antigovernamentais.

Os cinco ataques com granadas causaram pânico nas centenas de pessoas que estavam perto da estação de metrô, muitas das quais fugiram ou buscaram refúgio em entradas de prédios.

Horas depois, centenas de partidários do Governo lançaram pedras e outros objetos contra os "camisas vermelhas", até que foram controlados por soldados.

Por causa dos ataques, as autoridades suspenderam o serviço em uma parte da linha do metrô elevado, conhecido como Skytrain e principal meio de transporte público na cidade.

As granadas, que segundo a Polícia eram do tipo M-79, foram lançadas contra a estação do metrô, cujo teto foi danificado por causa da explosão.

Pouco depois dos ataques, o primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, convocou uma reunião de urgência para adotar medidas de segurança, anunciou o porta-voz do Governo Panitan Wattanayakorn.

Antes disso, o Exército ordenou que os manifestantes, que há mais de um mês pedem a dissolução do Parlamento, se retirassem pacificamente de Bangcoc, porque tinha recebido a ordem de dispersá-los à força se fosse necessário.

A última vez que as forças de segurança recorreram à força para dissolver seguidores da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, os "camisas vermelhas", 25 pessoas morreram e 874 ficaram feridas, a maioria manifestantes, no dia 10 de abril.

Mas a advertência das autoridades foi ignorada pelos líderes da Frente Unida, que mantiveram sua recusa a negociar ou a se retirarem do centro de Bangcoc até que suas exigências sejam atendidas.

Os manifestantes fortaleceram suas posições no centro da capital para se prevenirem contra uma intervenção dos corpos de segurança, e hoje recorreram à representação das Nações Unidas para pedir o envio de "capacetes azuis". EFE mfr-grc/pd

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