Explosões em Bagdá deixam pelo menos 86 mortos

Uma série de atentados coordenados com carros-bomba e foguetes matou, nesta quarta-feira, ao menos 86 pessoas e deixou mais de 400 feridas no centro da capital do Iraque, Bagdá, no dia mais violento na cidade neste ano. Um caminhão-bomba foi detonado em frente ao Ministério do Exterior, abrindo uma enorme cratera no chão nas proximidades da Zona Verde - área considerada uma das mais seguras da capital, onde estão localizados embaixadas e prédios do governo.

BBC Brasil |

Outro carro-bomba explodiu perto do Ministério das Finanças.

A violência de insurgentes diminuiu recentemente no Iraque, mas ataques continuam comuns em várias cidades. Bagdá foi palco de vários ataques desde que as forças iraquianas assumiram a responsabilidade pela segurança da cidade.

Segundo a correspondente da BBC em Bagdá Natalia Antelava, entretanto, a maioria dos ataques recentes em Bagdá se concentrava em áreas pobres de maioria xiita.

Os atentados desta quarta-feira foram os primeiros coordenados áreas centrais da cidade em meses, afirmou ela.

Seis anos depois
Duas enormes bombas escondidas em carros foram detonadas perto dos ministérios na manhã desta quarta-feira, gerando imensas colunas de fumaça que enegreceram os céus do centro da capital.

Ao menos quatro outras explosões - possivelmente foguetes disparados por insurgentes - foram registradas na cidade.

A onda de violência ocorre exatamente seis anos depois do primeiro grande atentado a ocorrer no Iraque após a derrocada de Saddam Hussein.

No dia 19 de agosto de 2003, o quartel-general da ONU em Bagdá foi atingido por um caminhão-bomba, que matou 22 pessoas, entre elas o brasileiro Sergio Vieira de Mello, chefe da missão da ONU no país.

Nos últimos seis anos, dezenas de milhares de pessoas morreram em ataques no país.

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