Explosões deixam ao menos 28 mortos em Bagdá

Pelo menos 28 pessoas morreram em um ataque coordenado de bombas em Bagdá nesta segunda-feira, no que está sendo considerado o incidente mais violento no Iraque dos últimos meses.

BBC Brasil |

Segundo a polícia, dois carros-bomba explodiram em Adamiya, uma movimentada área sunita. Quando, no local, se formou uma multidão para ajudar os feridos, um homem-bomba detonou seus explosivos. O número total de feridos ultrapassa 50.

A tática de detonar bombas coordenadamente, para causar o maior número possível de vítimas, é uma característica dos ataques da Al-Qaeda desde o início da invasão comandada pelos Estados Unidos, em 2003.

AP
Soldados isolam a área onde as bombas explodiram

Al-Qaeda

Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado, mas especula-se que os ataques desta segunda-feira tenham sido uma resposta da rede contra milícias sunitas que trocaram de lado nos últimos meses, passando a combater ao lado do governo iraquiano.

Grupos de insurgentes armados em Adamiya passaram a receber salários do governo para ajudar a expulsar a Al-Qaeda da área.

A iniciativa de cooptar grupos sunitas foi vista como uma estratégia americana que acabou ajudando a diminuir a violência no Iraque desde o ano passado.

Ao contrário do que ocorria durante os primeiros anos da ocupação, os insurgentes não controlam mais regiões inteiras do país.

No entanto, ataques a bomba tendo como alvo a polícia, o governo ou civis ainda ocorrem com freqüência.

No domingo, uma mulher bomba detonou seus explosivos dentro de um hospital nas proximidades da cidade de Fallujah, na província de Ambar, matando três pessoas e ferindo outras cinco.

O controle da província, antes considerada reduto da Al-Qaeda, foi transferidos dos militares americanos para as mãos do governo iraquiano há dois meses.

(Com informações da Efe)

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