AHMEDABAD - Pelo menos 16 bombas de pequena proporção explodiram na cidade indiana de Ahmedabad neste sábado, matando ao menos 29 pessoas e ferindo 88, um dia após outro ataque ao centro de tecnologia do país, disseram autoridades.

Na sexta-feira, oito bombas explodiram em uma rápida sucessão na cidade de Bangalore, um centro de tecnologia no sul do país, matando pelo menos uma pessoa e ferindo outras seis.

As explosões de sábado ocorreram na movimentada região antiga de Ahmedabad, dominada pela comunidade muçulmana. Uma das bombas estava em uma caixa usada para carregar comida e outra aparentemente foi deixada em uma bicicleta.

"Isso foi feito por algum grupo terrorista que quer desestabilizar o país", disse o ministro-chefe do governo central, Shriprakash Jaiswal, ao canal de notícias Sahara.

Foram duas séries separadas de bombas. A primeira próxima a um mercado movimentado e a segunda, 20 a 25 minutos depois, próxima a um hospital, matando pelo menos 6 pessoas.

Um canal de televisão mostrou imagens de um ônibus com uma parte arrancada, vidros quebrados e o teto parcialmente destruído. Outro canal mostrou um cachorro morto próximo a uma bicicleta.

"O ônibus havia acabado de ser ligado quando a explosão aconteceu", disse à Reuters P. K. Pathak, um aposentado que viajava em outro ônibus nas proximidades.

"Muitas pessoas que estavam de pé na porta de saída caíram. Havia fogo e fumaça em toda parte. Nós descemos do nosso ônibus e corremos para ajudá-los."

Ahmedabad é a principal cidade em uma região relativamente rica no estado de Gujarat, palco de conflitos fatais em 2002 em que estima-se tenham morrido 2.500 pessoas, a maioria muçulmanos mortos por uma multidão de hindus.

Os dois Estados alvos dos ataques a bomba são governados pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata e estão entre as regiões com crescimento mais rápido no país.

As suspeitas recaem sobre militantes islâmicos que querem desestabilizar a Índia provocando tensões entre hindus e muçulmanos. A polícia foi enviada a Ahmedabad no sábado para manter a ordem.

A Índia sofreu uma onda de ataques a bomba nos últimos anos, com alvos desde mesquitas a templos hindus e trens.

Não é comum um grupo assumir a responsabilidade, mas o governo indiano diz suspeitar que grupos militantes do Paquistão e de Bangladesh estejam por trás de vários ataques.

"O governo recebeu uma ameaça por e-mail e nós estamos investigando", disse o ministro do governo estadual Amit Shat à Reuters.

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