Explosões atingem ônibus e matam ao menos duas pessoas na China

PEQUIM (Reuters) - Explosões dentro de dois ônibus mataram ao menos duas pessoas e deixaram outras 14 feridas na cidade chinesa de Kunming, na segunda-feira, disse a imprensa do país, em meio a uma grande operação de segurança realizada antes do início dos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto. A agência oficial de notícias Xinhua, da China, descreveu as explosões como um ato de sabotagem e disse que a polícia havia começado a vasculhar carros nas ruas de Kunming, capital da Província de Yunnan, tentando encontrar os responsáveis.

Reuters |

Um dos feridos encontrava-se em estado grave, disse o Departamento de Saúde de Yunnan, segundo a Xinhua.

'Minha mulher morreu e eu estou ferido. Parece que o mundo acabou', afirmou Han Guangming, marido de umas das vítimas, à Xinhua.

O ataque ocorre menos de três semanas antes das Olimpíadas, que, segundo avisou a China, poderia ser alvo de atentados terroristas.

A explosão em um dos ônibus aconteceu na parada de Panjiawan, às 7h10, e a outra perto dali, uma hora mais tarde, disse a Xinhua.

Imagens de um dos veículos mostraram um grande buraco na lateral dele e pedaços de vidro espalhados pela rua.

Meios de comunicação chineses haviam dito antes que uma terceira explosão tinha ocorrido naquela região e que uma terceira pessoa havia morrido a caminho do hospital.

O Ministério da Segurança Pública da China enviou uma equipe de especialistas para Kunming a fim de investigar os ataques, afirmou a Xinhua.

O país já foi palco de outros ataques do tipo realizados por agricultores ou desempregados que desejam chamar atenção para os problemas que enfrentam, entre os quais a pobreza, as demolições de suas casas e a corrupção.

As explosões em Kunming ocorreram também dois dias depois de a polícia de Yunnan ter matado dois plantadores de borracha no condado de Menglian, em um confronto no qual 41 policiais ficaram feridos.

Os enfrentamento começou quando as forças de segurança tentaram prender cinco pessoas em Menglian acusadas de atacar uma fábrica de borracha em meio a uma antiga disputa entre os agricultores e a empresa particular, disseram meios de comunicação estatais.

O governo chinês mobilizou autoridades para ouvir as reclamações dos moradores da área e tentar resolver as disputas, garantindo a permanência de uma 'atmosfera social harmoniosa' no período das Olimpíadas.

Mas o país tem encontrado dificuldade para conter os distúrbios. Em junho, 30 mil pessoas rebelaram-se nas ruas de Weng'an (Província de Guizhou) depois de um boato de que a polícia havia acobertado o estupro e o assassinato de uma adolescente da região.

(Por Guo Shipeng, Ben Blanchard e Jason Subler)

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