Madri, 5 fev (EFE).- A Polícia portuguesa identificou um apartamento em uma localidade turística ao norte de Lisboa que teria sido abandonado por membros da organização terrorista ETA, no local foi encontrado amplo material explosivo, informaram à Agência Efe fontes da luta antiterrorista.

Depois de uma mulher denunciar o desaparecimento dos inquilinos do imóvel que ela havia alugado em Òbidos, um povoado turístico situado no distrito de Leiria, a polícia chegou até o imóvel.

Em 9 de janeiro, a Polícia prendeu supostos membros da ETA Garikoitz Garcia e Iratxe Yáñez que transferiam para Portugal uma caminhonete carregada com material para fabricar artefatos explosivos.

A caminhonete foi interceptada pela Guarda Civil espanhola na localidade de Bermillo de Sayago e os dois supostos terroristas conseguiram fugir para Portugal, embora tenham sido presos depois em território português.

Desde então, as Forças de Segurança espanholas e portuguesas trabalharam com a possibilidade de que o grupo tivesse algum tipo de infraestrutura em Portugal, diante da pressão policial que o ETA sofre na França.

O ministro espanhol de Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, recentemente considerou "razoável" a possibilidade do ETA ter criado uma infraestrutura no país vizinho porque "cada vez está mais difícil na França".

"Já sabemos o que estão tentando, vamos usar todos os meios para que essa realidade logística não ocorra", ressaltou então o ministro.

Em 21 de janeiro, Rubalcaba se reuniu em Toledo com seu colega português, Rui Pereira, para intercambiar impressões sobre a possibilidade do ETA ter instalado uma base logística no país vizinho.

Durante o encontro, realizado no Conselho Informal de Ministros do Interior e Justiça da UE, Pérez Rubalcaba pediu a Pereira que agilizasse ao máximo os trâmites para a entrega à Espanha dos dois supostos terroristas detidos em Portugal em janeiro.

A organização terrorista ETA procura pelas armas a independência do País Basco da Espanha, e em seus mais de 40 anos de atividade assassinou mais de 800 pessoas. EFE lss.edr/dm

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