Explosão perto de base russa na Ossétia do Sul mata ao menos 6

MOSCOU (Reuters) - Pelo menos seis pessoas morreram e quatro ficaram feridas quando um carro carregado com explosivos estourou perto de uma base das forças de paz russas presentes na região separatista da Ossétia do Sul, na Geórgia, nesta sexta-feira, afirmaram os separatistas e a mídia russa. Segundo a agência de notícias Interfax, o número de mortos seria 7, todos membros das forças de paz da Rússia na região.

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'Sete homens morreram, outros sete estão feridos', disse o general russo Marat Kulakhmetiv, segundo a agência.

O carro estava estacionado perto de um muro da base russa existente perto da capital da região, Tskhinvali, segundo uma declaração publicado na Internet por autoridades da Ossétia do Sul.

O veículo havia sido confiscado no vilarejo de Disevi, de população georgiana, sob a acusação de transportar armas ilegalmente, afirmou o comunicado.

Meses de disputas entre os separatistas e os soldados georgianos desembocaram em uma guerra quando, no mês de agosto, a Geórgia enviou soldados e tanques para retomar a região rebelde pró-russa da Ossétia do Sul, que havia expulsado as forças georgianas dali em 1991-1992.

Os russos responderam com um maciço contra-ataque que afastou o Exército georgiano da Ossétia do Sul. Os soldados da Rússia, então, continuaram avançando na Geórgia, sob a alegação de que precisavam evitar novos ataques.

Potências ocidentais condenaram os russos por terem desferido um resposta supostamente 'exagerada' e exigiram por várias vezes que a Rússia retirasse suas forças da região central do país vizinho.

Neste momento, monitores da União Européia (UE) encontram-se em uma zona de segurança criada pelos russos ao redor da Ossétia do Sul e dão início a uma missão de paz.

A Rússia diz que o confisco de armamentos e explosivos ilegais é parte da missão atribuída a seus soldados. Um porta-voz do Ministério da Defesa do país confirmou a ocorrência da explosão, mas não quis divulgar maiores detalhes.

Não se sabe ainda se os feridos e mortos na explosão são civis ou militares russos. A Rússia mantém forças de paz naquela base desde o começo dos anos 90. Segundo a agência de notícias russa Itar-Tass, o líder da Ossétia do Sul, Eduard Kokoity, acusou os serviços de segurança da Geórgia pela explosão.

(Por Oleg Shchedrov)

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