Explosão na usina nuclear de Fukushima fere 9

Segundo o porta-voz do governo, explosão não chegou a danificar o reator

iG São Paulo |

Por volta das 11h desta segunda-feira (horário local), nova explosão aconteceu no prédio 3 da usina de Fukushima 1, no Japão, situada a cerca de 270 quilômetros de Tóquio. Nove pessoas ficaram feridas, segundo a agência Jiji Press. De acordo com o governo, o reator não foi danificado. O porta-voz Yukio Edano disse que a possibilidade de vazamento de material radioativo é pequena. Ele assegurou que o recipiente primário do reator está intacto e que às 11h36 (hora local, 23h36 de Brasília), o nível de radiatividade a cinco quilômetros do lugar era similar à de domingo.  Entenda como funciona uma usina nuclear .

O governo japonês tenta solucionar as falhas registradas nas usinas de Onagawa, Tokai e Fukushima, após o terremoto seguido por tsunami que atingiu o Japão na sexta-feira.

A Agência de Segurança Nuclear japonesa afirmou que os níveis de radiação complexo da usina de Fukushima voltaram a ficar acima do permitido, mesmo antes da nova explosão. Porém, não divulgou a que níveis a radiação chegou.

Na manhã de domingo, o governo havia alertado para a possibilidade de uma nova explosão, similiar à que ocorreu no sábado.

O governo deu poucas informações sobre quais procedimentos estavam sendo tomados para tentar impedir a fusão dos reatores de Fukushima. Até agora, sabe-se que estão sendo liberados ar e vapor com radioatividade para reduzir a pressão sobre o reator, e que operadores estão injetando água do mar nos reatores para reduzir a temperatura.

A explosão de sábado em Fukushima 1 teria acontecido por causa da liberação de ar e vapor com radioatividade, sem danificar o reator. Por precaução, milhares de moradores foram retiradas de áreas próximas, embora Edano tenha dito que a radioatividade liberada na atmosfera até agora tenha sido pequena demais para representar ameaça à saúde.

No momento do terremoto que atingiu o Japão na última sexta-feira, a falta de energia fez com que os reatores perdessem a capacidade de resfriamento. Mesmo após o reator ser desligado, ainda é necessário dissipar o calor produzido pela atividade nuclear dentro do seu núcleo

Maior tremor da história do Japão

O terremoto de 8,9 graus de magnitude atingiu a costa nordeste do Japão e provocou um tsunami em cidades na região norte. De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), trata-se do maior tremor já registrado no Japão e o 7° maior da história mundial. O número oficial de mortos divulgado na noite deste domingo é de 1.596.

Até hoje, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.

Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo. O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta.

 * Com agências internacionais

    Leia tudo sobre: Japãoterremotousina nuclear

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG