Explosão na Ossétia do Sul mata 7 soldados russos

Por Oleg Shchedrov MOSCOU (Reuters) - Sete membros das forças de paz russas estacionadas na Ossétia do Sul, uma região separatista da Geórgia, morreram e outros sete ficaram feridos na sexta-feira quando um carro com explosivos estourou perto da base deles, afirmaram agências de notícia da Rússia.

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O líder da Ossétia do Sul responsabilizou o governo georgiano pelas mortes. A Geórgia negou qualquer envolvimento no caso.

"Sete militares morreram e outros sete ficaram feridos", disse o comandante das forças de paz, major-general Marat Kulakhmetov, segundo a agência Interfax.

A agência RIA atribuiu ao mesmo Kulakhmetov a declaração de que as forças de paz, que controlam a região e uma área de segurança criada ao redor dela, tinham apreendido dois carros no vilarejo georgiano de Ditsa.

"Havia quatro pessoas, aparentemente de origem georgiana, no carro. Também foram encontradas armas de fogo de pequeno calibre e duas granadas", afirmou Kulakhmetov.

"Os carros e as pessoas detidas foram levados para Tskhinvali (capital da Ossétia do Sul)", acrescentou o major-general. "Durante a busca realizada em um dos carros, um artefato explosivo com o equivalente a 20 quilos de TNT foi detonado."

Uma fumaça escura cobriu os céus da área da explosão. Carros de polícia e ambulâncias dirigiram-se rapidamente ao local.

"O Ministério da Defesa da Rússia considera o incidente como um ato terrorista planejado intencionalmente a fim de evitar que os dois lados implementem o plano Medvedev-Sarkozy (Dmitry Medvedev é o presidente da Rússia e Nicolas Sarkozy, da França)", afirmou o ministério em um comunicado.

Meses de escaramuças entre os separatistas e os soldados georgianos desembocaram em uma guerra quando, no mês de agosto, a Geórgia enviou soldados e tanques para retomar a região rebelde pró-russa da Ossétia do Sul, que havia expulsado as forças georgianas dali no começo dos anos 90.

Os russos responderam com um maciço contra-ataque que afastou o Exército georgiano da Ossétia do Sul. Os soldados da Rússia, então, continuaram avançando na Geórgia, sob a alegação de que precisavam evitar novos ataques.

Potências ocidentais condenaram os russos por terem desferido uma resposta supostamente "exagerada" e exigiram por várias vezes que a Rússia retirasse suas forças das áreas georgianas não envolvidas no conflito.

Seguindo o plano mediado pelo presidente da França, monitores da União Européia (UE) estão ingressando agora na zona de segurança controlada pelos russos e criada ao redor da Ossétia do Sul. Com isso, deram início a sua missão de paz na região.

(Reportagem adicional de Tatyana Ustinova em Moscou e Margarita Antidze em Tbilisi)

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