Explosão mata pelo menos 111 no Quênia

(Atualiza número de vítimas e acrescenta declarações das autoridades) Nairóbi, 1 fev (EFE).- Pelo menos 111 pessoas morreram e cerca de 200 ficaram feridas no incêndio e explosão de um caminhão-tanque nas cercanias da cidade de Molo, cerca 140 quilômetros ao leste de Nairóbi, informou hoje à agência Efe, Titus Mungzou, porta-voz da Cruz Vermelha do Quênia.

EFE |

A maioria das vítimas é de mulheres e crianças que foram ao local do acidente para recolher gasolina quando viram que o caminhão havia sofrido um acidente, segundo ele.

"Todo o mundo gritava e a maioria fugia com o corpo em chamas", explicou a membros da Cruz Vermelha Charles Kamau, de 22 anos, que seguia pela estrada rumo a Molo na noite de ontem quando viu que a estrada estava bloqueada por centenas de pessoas que rodeavam o caminhão acidentado.

"Quando vi o que se passava, tratei de ir para onde não havia fogo", contou.

"Os familiares passarão por momentos difíceis, porque, em sua maioria, os corpos não poderão ser identificados", ressaltou em comunicado à imprensa Patrick Nyongesa, diretor regional da Cruz Vermelha queniana.

Segundo as autoridades quenianas, os hospitais próximos a Molo, estão saturados e muitos dos feridos precisarão ser transferidos de avião a Nairóbi, onde ambulâncias e equipes médicas já estão mobilizados para levá-los a emergências da capital.

Devido ao intenso calor provocado pelas chamas, as operações de resgate, segundo o jornal "Daily Nation", só foram iniciadas duas horas depois da explosão, quando as equipes de emergência começaram a recolher corpos e afastá-los para cerca de 50 metros de onde se encontrava o caminhão.

O primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, disse em entrevista coletiva, em Molom que a causa da explosão pode ter sido um charuto jogado próximo ao caminhão acidentado.

Este acidente reiterou a precariedade de meios e de pessoal treinado no Quênia para combater incêndios, já que ainda continua a busca de vítimas do fogo que há três dias destruiu um supermercado, da rede Nakumatt, em Nairóbi, matando pelo menos 25 pessoas. EFE pa/jp

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