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Por Mariam Karouny e Aseel Kami BAGDÁ (Reuters) - Um deputado ligado ao clérigo antiamericano Moqtada Al Sadr foi morto na quinta-feira por um atentado a bomba em Bagdá, o que pode ser o prenúncio de uma onda de crimes políticos antes das próximas eleições regionais, em janeiro.

Saleh Al Uagili morreu em um hospital da capital depois de ficar ferido em uma explosão que atingiu seu carro no bairro de Habibiya, zona leste de Bagdá.

O embaixador dos EUA, Ryan Crocker, e o comandante militar norte-americano Ray Odierno lamentaram a morte de Ugaili, qualificando-a como "um ataque contra as instituições democráticas do Iraque".

Horas depois, ocorreram confrontos entre militares locais e norte-americanos e atiradores de Sadr City, bairro de Bagdá que é reduto do religioso. A polícia disse desconhecer o número de vítimas, e os militares norte-americanos afirmaram estar verificando os incidentes.

Caças foram mobilizados, e houve várias explosões nas calçadas, de acordo com a polícia, acrescentando haver relatos sobre a presença na área de combatentes ligados à milícia Exército Mehdi, de Sadr.

O deputado Bahaa Al Araji, colega de bancada de Ugaili, disse que a explosão ocorreu a poucos metros de um posto de controle militar iraquiano, e que o bloco sadrista, que ocupa 30 das 275 cadeiras do Parlamento, exigiu uma investigação.

"Não excluímos a possibilidade de que tenha sido um grupo ligado ao governo. A área onde ele foi morto é cem por cento controlada pelo governo", disse ele.

As primeiras informações da polícia davam conta de que uma bomba escondida numa moto explodiu à passagem do comboio de Ugaili, e que dois guarda-costas dele também morreram.

O primeiro-ministro Nuri Al Maliki, também xiita, divulgou nota condenado o ataque e prometendo uma investigação.

Ugaili, de quase 40 anos, era doutor em História e lecionava na Universidade de Bagdá.