(Atualiza número de vítimas) Roma, 30 jun (EFE).- O diretor da Defesa Civil italiana, Guido Bertolaso, informou hoje que 12 pessoas morreram, 16 ficaram gravemente feridas e pelo menos quatro estão desaparecidas, após a explosão em um dos vagões de um trem com gás na localidade de Viareggio, na Toscana.

Bertolaso deu estes dados oficiais em Viareggio, para onde foi após o acidente, ocorrido nesta meia-noite.

Os dados oferecidos por Bertolaso diferem, no entanto, dos oferecidos pelo Corpo de Bombeiros, que esta manhã confirmaram à Agência Efe que o número de mortos era de 15.

Entre os 16 feridos, estão duas crianças, que foram levadas a um hospital de Roma e a um centro médico de Florença.

Bertolaso afirmou que outras 300 pessoas foram retiradas e não descartou que o número de vítimas aumente nas próximas horas, já que os trabalhos de resgate continuam.

Durante a entrevista coletiva, Bertolaso advertiu que a "situação de risco" em Viareggio ainda "não desapareceu", já que há 13 cisternas cheias de gás de petróleo liquidificado (GPL) que devem ser esvaziadas, que faziam parte do comboio ferroviário.

O chefe da Defesa Civil ressaltou que é uma operação "de risco e difícil".

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que se encontra em Nápoles para assistir a uma assembleia com os industriais da região, anunciou que irá a Viareggio no início da tarde "para tomar as rédeas da situação".

O incidente ocorreu por volta das 23h50 (18h50 de Brasília) de ontem, pouco antes de o comboio chegar à estação de Viareggio.

A companhia ferroviária do Estado italiano, a Trenitalia, afirmou em comunicado que o incidente pode ser porque um dos conjuntos de rodas dos primeiros compartimentos cisterna do trem cedeu, provocando um vazamento de gás, que causou a explosão.

Dos 14 vagões do trem acidentado, os cinco primeiros tombaram, outros dois estão de pé, mas fora das vias, e os sete restantes não sofreram danos, segundo a Trenitalia. EFE ebp/an

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