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Explosão em fábrica de fogos de artifício mata 22 na Índia

NOVA DÉLHI - Uma explosão acidental destruiu uma fábrica ilegal de fogos de artifício no oeste da Índia, matando pelo menos 22 pessoas, incluindo 10 crianças, dias antes de um dos principais festivais do país.

Reuters |

A polícia disse que outras 17 pessoas ficaram feridas na explosão, que ocorreu na quarta-feira na cidade de Deeg, no Estado do Rajastão, segundo informou uma importante autoridade policial.

"Temos notícia de 22 mortes no momento. Pode haver uma ou duas mortes mais, já que alguns estão seriamente feridos", disse à Reuters R. Narsimha Rao, inspetor-geral da polícia no Rajastão.

A explosão aconteceu dias antes do feriado de Diwali, o festival das luzes, no qual milhões de indianos vão às ruas para soltar fogos de artifício.

Meses antes do Diwali, surgem várias fábricas ilegais de fogos de artifício na Índia - quase todas elas empregam menores, segundo um grupo em defesa dos direitos das crianças.

Trabalho infantil

As crianças pobres trabalham clandestinamente nessas fábricas, que comumente funcionam dentro de casas. Quase todos os anos, acontecem acidentes fatais em algumas delas.

Empregar crianças em funções perigosas, como na fabricação de fogos de artifício e lâmpadas elétricas, é proibido pelo governo desde 1987.

A explosão de quarta-feira evidencia o quanto a Índia tem falhado em implementar esta lei. A polícia disse que há várias fábricas similares na mesma área.

"Faremos algumas prisões muito em breve, em conexão com a explosão", disse Rao à Reuters.

As equipes resgate removem escombros do local, à procura de mais vítimas.

"O impacto da explosão foi enorme e derrubou pelo menos cinco casas da região", disse Rao. "Ainda pode haver pessoas presas ali dentro."

Swapan Mukherjee, do grupo Libertem as Crianças da Índia, diz que as fábricas contratam as crianças porque são "mão-de-obra barata".

"Vimos casos em que elas recebem apenas uma refeição por dia, trabalhando de 18 a 20 horas por dia. Outras recebem um quinto de dólar", afirmou.

Existem pelo menos 1500 fábricas ilegais nas principais cidades indianas, segundo Mukherjee.

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