Explosão em aeroporto deixa 35 mortos e 130 feridos em Moscou

As autoridades que investigam a tragédia classificaram de "atentado terrorista"

iG São Paulo |

Ao menos 35 pessoas morreram e 130 ficaram feridas em consequência de uma explosão ocorrida nesta segunda-feira no aeroporto internacional de Domodedovo, em Moscou, informou o Ministério da Saúde da Rússia. Dos 130 feridos, 20 estão em estado grave e correm risco de morte. Dois feridos seriam estrangeiros. Nenhuma criança foi atingida.

As autoridades que investigam o caso classificaram de "atentado terrorista". "O Comitê de Instrução qualificou a explosão em Domodedovo como atentado terrorista", informou o porta-voz da instituição, Vladimir Markin. Três homens são procurados pelas autoridades russas suspeitos de envolvimento com o ato, segundo a agência de notícias russa Interfax. Eles seriam da região separatista do Cáucaso . A polícia russa anunciou que encontrou a cabeça de um dos supeitos. O suspeito, segundo a Interfaz, tinha aparência árabe, de idade entre 30 e 35 anos e possivelmente ativou a bomba.

A tragédia ocorreu por volta das 16h40 locais (11h40 de Brasília) no terminal de desembarque internacional. Segundo a agência russa RIA Novosti, muita fumaça podia ser vista na área de Domodedovo após a explosão, que teve uma potência equivalente a 7 quilos de TNT. Um forte cheiro de queimado também era sentido por testemunhas.

O aeroporto de Domodedovo, um dos quatro da capital russa, suspendeu imediatamente a chegada de vários voos internacionais. Os aviões estão sendo desviados para o aeroporto de Sheremetyevo. Antes da explosão, no entanto, algumas aeronaves vindas de Dusseldorf, na Alemanha, Odesa, na Ucrânia e Londres, na Inglaterra, chegaram a posar no aeroporto russo. Após a ação, todas as pessoas que circulam por aeroportos do país passaram a ser revistadas pelas autoridades locais.

Arte/iG

O presidente Dimitry Medvedev convocou uma reuniao de urgência com o procurador-geral, o chefe do comitê investigativo e o ministro dos Transportes no Kremlin. O governo russo anunciou uma série de medidas para reforçar a segurança no país. O primeiro-ministro, Vladimir Putin, foi informado sobre a explosão, segundo seu porta-voz.

Domodedovo é o aeroporto mais movimentado que serve Moscou, sendo utilizado por muitos executivos e turistas. Ele está localizado a 42 km do centro da capital russa. No terminal, que teve de ser fechado em dezembro do ano passado após um corte de energia elétrica, operam 76 companhias russas e estrangeiras.

Em março de 2010, um duplo atentado terrorista suicida tirou a vida de 40 pessoas e deixou mais de 100 feridas em duas estações do metrô moscovita.

Reações

O governo brasileiro condenou o atentado em Moscou e manifestou "sua solidariedade e seu pesar" às famílias das vítimas.

"Ao deplorar a ação de grupos radicais que recorrem a atos de violência contra civis, o governo brasileiro reitera sua veemente condenação a atentados dessa natureza, praticados sob qualquer pretexto", afirma um comunicado do Ministério das Relações Exteriores. 

Outras lideranças mundiais também condenaram o atentado, entre eles o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Ban declarou estar "consternado" pelo atentado, que qualificou como "um ato deplorável e injustificável".

Através de seu porta-voz, Martin Nesirky, o principal responsável da ONU transmitiu condolências "às famílias das vítimas e sua solidariedade ao governo e ao povo" da Rússia.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse nesta segunda-feira que Obama foi informado do atentado às 10h45 no horário local (13h45 de Brasília) pelo assessor para a luta contra o terrorismo, John Brennan.

O porta-voz ressaltou o compromisso do presidente americano em manter uma estreita colaboração entre os dois países na luta contra o terrorismo.

A União Europeia (UE) também condenou os ataques, assim como os líderes de Reino Unido, Espanha e Itália.

"Estou indignado por este ato criminoso e peço que os responsáveis por este ataque suicida sejam perseguidos e punidos", declarou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

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