Explosão deixa pelo menos 17 mortos no Líbano

Pelo menos 17 pessoas morreram e 24 ficaram feridas em uma forte explosão que atingiu a cidade de Trípoli, no norte do Líbano, na manhã desta quarta-feira. A maioria das vítimas são soldados do Exército libanês.

BBC Brasil |

A explosão aconteceu no centro comercial e financeiro da cidade, conhecida pela circulação de soldados.

Segundo informações das autoridades, a bomba teria sido colocada em um pequeno ônibus que explodiu quando veículos militares passavam pelo local.

Neste ano, os militares já haviam sido alvos de atentados menores no norte do Líbano, mas este foi o maior até agora.

Disputa

Trípoli, a segunda maior cidade do país, vem enfrentando uma série de confrontos entre as comunidades sunitas e alawitas nos últimos meses. Os conflitos já deixaram mais de 23 mortos e espalharam temores de uma guerra sectária.

Forças de segurança e o Exército já vinham alertando para o crescimento de grupos fundamentalistas muçulmanos no norte do país.

Os grupos sunitas estão recrutando militantes para combater o que eles chamam de "ameaça xiita", se referindo ao crescente poder militar e político do Hezbollah.

Diplomacia

O atentado em Trípoli aconteceu horas antes de uma conferência sírio-libanesa em Damasco, onde o presidente Michel Suleiman, ex-comandante do Exército, se encontrará com o seu colega sírio, Bashar al-Assad.

O encontro tem como objetivo iniciar as conversas oficiais para que os dois países estabeleçam relações diplomáticas e abertura mútua de embaixadas pela primeira vez desde a independência do mandato francês.

O atentado também acontece um dia após a aprovação, pelo parlamento libanês, do novo governo de união nacional do primeiro-ministro, Fouad Siniora.

Na terça-feira, os parlamentares aprovaram o voto de confiança ao novo gabinete, que contará com a participação do Hezbollah e seus aliados com poder de veto.

O novo governo é instaurado depois de 18 meses de crise política entre as facções rivais que quase levaram o país para uma nova guerra civil. Os dois lados acabaram chegando a um acordo mediado pelo governo do Catar.

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