Uigur usa triciclo-bomba em ataque na região autônoma de Xinjiang, que foi palco de confrontos étnicos com 198 mortos em 2009

A explosão de uma bomba acoplada a um triciclo deixou pelo menos sete mortos e feriu outras 14 na região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, informou nesta quinta-feira a agência oficial "Xinhua".

Segundo Hou Hanmin, porta-voz do governo provincial em Urumqi, a explosão aconteceu cerca das 10h30 locais (0h30 de quinta-feira, no horário de Brasília) quando um homem de etnia uigur dirigiu um veículo de três rodas carregado de explosivos contra uma multidão em Aksu, cidade perto da fronteira com o Quirguistão.

A porta-voz acrescentou que se tratou de um "ataque proposital". A polícia deteve o suposto atacante, que ficou ferido na ação, mas não deu mais detalhes sobre o incidente.

Trata-se do pior incidente na Província de Xinjiang desde as revoltas étnicas de julho do ano passado, que deixaram pelo menos 198 mortos e mais de 1,6 mil feridos, segundo dados do governo chinês, no pior massacre no país desde o da Praça da Paz Celestial, em 1989.

Xinjiang esteve habitada durante séculos pelos uigures, uma etnia muçulmana, até que os colonos chineses começaram a chegar à região após a ocupação das tropas comunistas, em 1949.

Os uigures acusam o governo chinês de reprimir e segregar sua cultura e de torturar seus membros ou executá-los sob falsas acusações de terrorismo. Pequim argumenta que os uigures têm vínculos com grupos terroristas, enquanto grupos de direitos humanos e representantes da etnia no exílio acusam o regime comunista de usar essa justificativa para aumentar a repressão.

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