Explosão de prédio na Ucrânia deixa 19 mortos; Governo decreta luto nacional

Boris Klimenko. Kiev, 25 dez (EFE).- O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, decretou luto nacional nesta sexta-feira por causa da explosão, na noite de quarta-feira, de um prédio de cinco andares que, até o momento, deixou 19 mortos e 20 desaparecidos.

EFE |

O chefe de Estado e a primeira-ministra, Yulia Timoshenko, foram hoje ao local da explosão, no balneário de Yevpatoria, na península da Criméia.

Equipes de resgate trabalharam ao longo do dia para remover os escombros, procurar sobreviventes e recolher os corpos, e darão continuidade às tarefas esta noite e, possivelmente, na sexta-feira.

A explosão aconteceu na noite de quarta-feira e reduziu a ruínas um edifício de cinco andares, situado no número 67 da Rua Nekrasov, em Yevpatoria, localizada no litoral ucraniano do Mar Negro.

Apesar de, inicialmente, o acidente ter sido atribuído a um escapamento de gás, o ministro de Emergência, Vladimir Shandra, afirmou à imprensa que, segundo dados preliminares, a causa foi a explosão de bujões de oxigênio e acetileno que a administração do edifício guardava no porão.

Moradores do prédio declararam à imprensa que tinham exigido em várias ocasiões à administração que fechasse a oficina e retirasse os bujões do porão, pelo perigo que representavam.

Timoshenko confirmou esta hipótese, mas afirmou que "a resposta definitiva sobre as causas do incidente serão dadas pelos especialistas quando chegarem ao porão, registrarem as ruínas da oficina e estabelecerem quais bujões explodiram", segundo a agência "Unian".

O porta-voz do Ministério de Emergência, Igor Krol, informou que as equipes de socorro resgataram 21 pessoas com vida e encontraram 19 corpos, entre eles os de duas crianças.

Ele acrescentou que ainda não se sabe o que aconteceu com 20 das 62 pessoas que moravam nos 35 apartamentos destruídos, de um total de 95, mas lembrou que algumas poderiam não estar em casa no momento da explosão.

No local, trabalham cerca de 300 funcionários de resgate do Ministério de Emergência e 150 soldados militares e policiais, apoiados por vários guindastes, dezenas de caminhões e escavadeiras, cinco carros de bombeiros e ambulâncias.

O presidente do Soviete Supremo ou Assembléia Legislativa da Criméia, Anatoli Gritsenko, tinha antecipado que os trabalhos de resgate seriam encerrados pela manhã, mas, segundo Shandra, continuarão o dia todo.

"Poderia ser feito mais rápido, mas as equipes de resgate trabalham manualmente, sem usar equipamentos técnicos pesados, pois ainda há esperanças de encontrar pessoas com vida embaixo dos escombros", disse à imprensa o ministro de Emergência.

A cada hora, as equipes de socorro interrompem os trabalhos por cinco minutos, durante os quais percorrem com cachorros as ruínas para detectar possíveis sinais de vida de pessoas que estariam sob os escombros.

Durante a primeira metade do dia, as equipes de resgate receberam várias ligações de celular de pessoas que se encontravam sob as ruínas, o que ajudou a localizar e resgatar alguns sobreviventes.

O presidente e a primeira-ministra expressaram seus pêsames aos familiares das vítimas e asseguraram que as autoridades farão de tudo para ajudar os desabrigados.

Timoshenko anunciou que o Governo entregará às famílias uma ajuda equivalente a US$ 12.500 por cada membro que tenham perdido, e disse que, no total, US$ 9 milhões foram destinados para atenuar as conseqüências da tragédia.

Os moradores dos apartamentos não atingidos do edifício foram levados a um hospital da cidade e as autoridades estudam a possibilidade de conceder-lhes novas casas, caso o imóvel não possa ser restaurado.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, apresentou a Yushchenko suas condolências pela tragédia e ofereceu a ajuda de equipes de resgate e médicos do Ministério de Situações de Emergência russo.

Antes desta, a explosão de gás mais grave registrada em um edifício residencial ucraniano ocorreu em outubro de 2007 na cidade de Dnipropetrovsk, no leste do país, onde 23 moradores de um prédio de dez andares morreram.

Nesse caso, a explosão foi causada por uma falha do sistema de distribuição do distrito, que fez com que a pressão do gás nos encanamentos superasse a normal em dezenas de vezes e provocasse múltiplos escapamentos. EFE bk/ab/db

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