Explosão de granadas aumenta tensão durante protestos na Tailândia

Explosões de granadas feriram dois soldados nesta segunda-feira em um quartel de Bangcoc, aumentando o clima de tensão num dia em que dezenas de milhares de manifestantes contrários ao governo se aglomeram em outras instalações militares nos arredores da cidade.

iG São Paulo |

AFP
Manifestantes fazem marcha contra o premiê

Manifestantes fazem marcha contra o premiê

Segundo o jornal "The New York Times", os manifestantes fecharam partes de Bangcoc, já que lojas e escritórios da região norte não conseguiram abrir nesta segunda-feira.

Autoridades não sabem informar quem provocou as explosões, mas acredita-se que elas tenham ligação com os protestos dos "camisas vermelhas", seguidores do ex-premiê Thaksin Shinawatra, que tentam derrubar o atual governo.

Logo antes do incidente, o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva havia rejeitado um ultimato dos manifestantes para dissolver o Parlamento e convocar eleições até as 12 horas (hora local).

Apoiado pelos militares e pela elite civil, Abhisit disse em rede nacional de TV que não é hora de realizar eleições, nas quais analistas dizem que aliados de Thaksin seriam favoritos.

O coronel Nattawat Attanibutt disse que uma investigação inicial mostrou que as granadas foram atiradas para dentro do quartel por um lançador modelo M-79, a partir da rua Viphavadi-Rangsit. Os soldados foram hospitalizados. "Um deles sofreu ferimentos no abdome e o outro foi ferido no braço", disse Nattawat.

AFP
Manifestantes fazem marcha contra premiê tailandês

Manifestantes fazem marcha contra premiê tailandês

A atual turbulência é sintoma de uma prolongada crise política que opõe, de um lado, os militares, os monarquistas e a elite urbana - que usam amarelo nos protestos e apoiam Abhisit; e do outro os seguidores de Thaksin, identificados pela cor vermelha, oriundos principalmente das classes trabalhadoras rurais e se sentem alienados.

Após o prazo para a dissolução do Parlamento, os manifestantes recuaram do quartel onde estavam para o seu principal local de concentração, reforçando as especulações de que Abhisiti resistirá ao confronto com os "camisas vermelhas".

"Ouvimos a resposta de Abhisit. Fizemos o que viemos fazer e vamos avaliar o que fazer em seguida", disse o líder manifestante Veera Musikapong à multidão, sob o forte sol do meio-dia. "Fora, Abshiti; fora elite", gritavam os manifestantes. Os protestos começaram à sexta-feira e chegaram a reunir até 150 mil no domingo.

Com Reuters

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