A hipótese de uma explosão de diversidade entre os dinossauros no final do Cretáceo, pouco antes de seu desaparecimento, é questionada por um estudo que data as etapas-chave da evolução desses animais.

Uma equipe de cientistas, coordenada por Graeme Lloyd, da Universidade de Bristol (oeste da Inglaterra), reexaminou a hipótese corrente de que os dinossauros tiveram sua maior diversificação, como outras várias espécies, na última parte do Cretáceo, entre 125 e 80 milhões de anos atrás.

Esse período foi particularmente favorável à vida na Terra, com a explosão de espécies de plantas com flores, insetos, mamíferos e pássaros.

Segundo o novo estudo, publicado no "Proceedings of the Royal Society", os dinossauros não esperaram pelo final do Cretáceo para se diversificar.

Os pesquisadores analisaram mais de 450 espécies de dinossauros, cerca de 70% das espécies conhecidas até hoje, e criaram uma "superárvore" genealógica, onde uma primeira diversificação em massa ocorreu bem mais cedo, no final do Triássico, entre 225 e 200 milhões de anos atrás.

Uma segunda fase de diversificação, menos importante, teria ocorrido em meados da Era Jurássica, entre 170 e 160 milhões de anos atrás.

A abundância de fósseis encontrada no Cretáceo levou os paleontólogos a privilegiar a "revolução" do Cretáceo como um período-chave para a diversificação dos dinossauros, destaca o novo estudo.

O Cretáceo (145-65 milhões de anos), com seu clima quente, é considerado um excepcional período de reorganização e modernização dos ecossistemas. Essa mesma época marcou o desaparecimento dos dinossauros, geralmente associado ao impacto de um meteoro gigante no que hoje é Yucatán (México).

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