Explosão de carro-bomba mata 8 na Somália

(atualiza com aumento no número de mortos e outras informações). Mogadíscio, 24 mai (EFE).- Pelo menos oito pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas hoje em um atentado suicida cometido um carro-bomba contra um quartel da Polícia somali e tropas governamentais em Mogadíscio, informou à Agência Efe o chefe da base atacada, coronel Abdulahi Osman Agey.

EFE |

Em uma declaração à Efe, um porta-voz do grupo radical islâmico Al Shabab assumiu que a organização cometeu o ataque.

O Al Shabab é comumente associado à rede terrorista Al Qaeda e reúne centenas de combatentes estrangeiros com o objetivo de derrubar o Governo da Somália, liderado o presidente Sharif Sheikh Ahmed.

O autor do atentado suicida utilizou um carro carregado de explosivos na entrada do quartel de Keydka Shidalka, próximo ao porto de Mogadíscio, e matou seis policiais, um civil e a si mesmo, segundo Agey.

O coronel explicou que "o autor do atentado tentou forçar a entrada no quartel e, quando foi impedido, detonou o carro".

Segundo Agey, a Al Shabab tinha planejado vários atentados suicidas para estes dias, mas as forças governamentais estavam prevenidas e em alerta máximo. Por isso, os radicais não puderam agir como tinham previsto.

O porta-voz da Al Shabab, Sheikh Ali Mohamad Hajj, responsabilizou a organização pelo atentado, mas não quis comentar sobre a identidade ou a nacionalidade do autor.

"Nosso irmão conduziu uma operação de martírio (suicídio) contra as forças do Governo de marionetes e matou dúzias deles", afirmou Ali Hajj, acrescentando que os ataques continuarão até "limpar nosso país de forças africanas e de suas marionetes".

Apoiado pela comunidade internacional, o Governo de Sheikh Ahmed conta com o respaldo das forças da Missão da União Africana na Somália, formada por cerca de 4.500 soldados do Burundi e de Uganda que são alvos da Al Shabab.

Este atentado ocorre após dois dias de combates, nos quais morreram mais de 40 pessoas em Mogadíscio. Com isso, já são quase 200 mortos e 700 feridos na capital somali desde o início dos confrontos, no último dia 8.

Hoje, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou um comunicado no qual assinalava que, após os combates da última sexta-feira, cerca de oito mil pessoas abandonaram Mogadíscio, o que eleva o número de deslocados nos últimos 15 dias para 57 mil. EFE

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