Explosão de carro-bomba deixa vários feridos na Colômbia

Ataque em frente a prédio onde ficam rádio Caracol e Agência EFE deixam nove feridos na capital do país, Bogotá

iG São Paulo |

A explosão de um carro-bomba deixou nove feridos nesta quinta-feira em frente ao prédio onde estão a emissora de rádio Caracol e a Agência EFE, no norte da capital colombiana, Bogotá, em um atentado que o novo presidente Juan Manuel Santos classificou de "terrorista".

A detonação do veículo em frente ao prédio, localizado entre a Avenida Séptima e a Rua 67, às 5h30 da manhã (7h30 no horário de Brasília), quebrou vidros de vários edifícios da região. Segundo o jornal colombiano El Tiempo, três dos feridos foram levados a um hospital. Os outros cinco foram atendidos no local da explosão.

"Vamos continuar combatendo o terrorismo com tudo que temos ao nosso alcance", afirmou Santos ao visitar o local da explosão, registrada apenas cinco dias depois que assumiu a presidência do país. "Como todo ato terrorista, o que querem é perturbar, desatar medo e ceticismo na população", afirmou, aconselhando os habitantes de Bogotá a "continuar com sua vida cotidiana".

Jornalistas da Caracol indicaram que grande parte do teto do edifício da emissora veio abaixo, mas o presidente explicou que a explosão não produziu danos estruturais nos edifícios. As autoridades pediram que as pessoas evitem passar pelo local, pois muitos estilhaços de janelas dos prédios ao redor ainda estão caindo na rua..

O comandante da polícia de Bogotá, general César Pinzón, indicou que a carga explosiva foi colocada num carro particular cuja procedência está sendo investigada. Pinzón disse que o atentado ainda não foi reivindicado.

Narração

A explosão coincindiu com o começo do programa de rádio matutino. O atentado foi narrado em tempo real pelo apresentador do programa Dario Arizmendi. A forte explosão foi ouvida a quilômetros de distância, acordando muitos moradores da região, que mistura áreas residenciais e comerciais. De acordo com Pinzón, não se sabe se o alvo do carro-bomba era a estação de rádio ou outros bancos nas redondezas.

O último grande atentado lançado na Colômbia aconteceu em 24 de março, em Buenaventura, principal porto colombiano no Pacífico, e deixou nove mortos. O então presidente, Álvaro Uribe, atribuiu o ataque à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Uma semana antes da posse de Santos, as Farc propuseram ao novo presidente iniciar um diálogo de paz, em um vídeo gravado por seu líder máximo, Alfonso Cano. Santos respondeu no dia de sua posse que seu governo não fechará a porta às conversas com a guerrilha, mas que elas devem acontecer "com base nas premissas inalteráveis da renúncia às armas, ao sequestro, à extorsão, ao narcotráfico e à intimidação".

Santos foi ministro da Defesa entre 2006 e 2009, quando aplicou duros golpes às guerrilhas. Na Colômbia operam as guerrilhas das Farc, com 8 mil combatentes, e o Exército da Libertação Nacional (ELN), com 2,5 mil homens. Além disso, há diversos bandos de narcotraficantes e grupos criminosos, alguns deles integrados por ex-paramilitares.

*Com BBC, AFP e EFE

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