Explosão de bombas mata 2 durante visita de premiê na Tailândia

Bangcoc, 7 jan (EFE).- Duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas devido à explosão de bombas no sul da Tailândia, enquanto o primeiro-ministro do país, Abhisit Vejjajiva, realizava hoje uma visita oficial a esta região de maioria muçulmana.

EFE |

O chefe de Polícia da província de Yala, coronel Sayan Krasaesaen, disse à imprensa que a primeira bomba explodiu a cerca de 100 metros de distância do local onde as autoridades esperavam Vejjajiva para inaugurar uma nova rodovia.

Um soldado morreu e três policiais ficaram feridos ao serem atingidos pelos estilhaços da bomba, que foi acionada por controle remoto.

Na mesma província, situada 1,1 mil quilômetros ao sul de Bangcoc e vizinha à Malásia, um soldado morreu e outro ficou ferido quando uma segunda bomba explodiu nas imediações de uma escola pública.

O vice-primeiro-ministro tailandês, Suthep Thaugsuban, disse que os ataques foram realizados por insurgentes com o propósito de prejudicar os esforços do Governo para restabelecer a segurança na região.

Durante sua visita de algumas horas à região, a segunda em menos de um mês, o primeiro-ministro se reuniu com líderes da comunidade muçulmana.

Em dezembro do ano passado, Vejjajiva, que admitiu que a estratégia militar não conseguiu reduzir a violência, visitou a região acompanhado do primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak.

Os ataques com armas leves, assassinatos e atentados com explosivos ocorrem quase diariamente nas províncias de Pattani, Narathiwat e Yala, apesar da mobilização de 31 mil agentes das forças de segurança e da declaração do estado de exceção.

Cerca de 4 mil pessoas morreram por causa da violência no sul da Tailândia desde que, em 2004, o movimento separatista islâmico retomou a luta armada.

Os insurgentes denunciam a discriminação que sofrem pela maioria budista do país e exigem a criação de um Estado islâmico que integre estas três províncias, que configuraram o antigo sultanato de Pattani, anexado pela Tailândia há um século. EFE tai/an

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