Explosão de bomba em área turística fere ao menos 18 no Cairo

CAIRO - Pelo menos 18 pessoas ficaram feridas neste domingo, entre elas vários turistas, na explosão de uma bomba em frente a uma cafeteria de uma zona turística no centro do Cairo, no Egito disseram fontes dos serviços de segurança.

Redação com agências internacionais |

Entre os feridos, havia 11 francês, três alemães e quatro egípcios, de acordo com a polícia. A explosão, no bairro Khan el-Khalili, frequentado por turistas e locais deixou um cenário de sangue nas pedras pavimentadas em frente à mesquita histórica Hussein.

Um coronel da polícia no local disse que uma pequena bomba explodiu ao lado de fora do café, próximo à mesquita espalhando pedras e outros fragmentos, que feriram pessoas que passavam pelo lugar.

Os policiais falaram sob a condição de anonimidade porque não tinham autorização para falar com a imprensa. No local, que foi evacuado e isolado, havia cães farejadores. Uma mulher gritava para que a polícia a deixasse entrar na área para procurar por sua filha. Também havia bombeiros no local.

"Eu estava rezando e então ouvi uma grande explosão e as pessoas começaram a ficar em pânico e a correr para fora da mesquita, então a polícia chegou e lacrou a porta, evacuando-nos de perto", disse Mohammed Abdel Azim, 56, que estava na mesquita Hussein, na hora da explosão.

"Achávamos que o Egito era o único país salvo de bombas", acrescentou.

A área de Khan el-Khalili, que vende produtos turísticos, jóias de ouro e prata e peças artesanais tradicionais é cheia de turistas. O barro foi atacado pela última vez em abril de 2005, quando um homem-bomba detonou uma bomba caseira e matou dois cidadãos franceses e um americano.

O Egito teve uma longa guerra contra militantes islamitas nos anos 90, que culminou no massacre de mais de 50 turistas em Luxor, em 1997. A maioria dos rebeldes foi derrotada e, desde então, houve poucos ataques no vale do Nilo.

No entanto, havia certo número de atentados nos últimos anos contra resorts na Península do Sinai, incluindo um em Sharm el-Sheik, em 2005, que matou mais de 60 pessoas.

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