Experiência do piloto salvou vidas no Hudson

A destreza do piloto Chelsey Sullenberger, que conseguiu pousar nesta quinta-feira um Airbus 320 avariado, com 155 pessoas a bordo, e o inacreditável resgate nas águas do rio Hudson, em Nova York, fizeram desse acidente um milagre que entrará para a história da aviação.

AFP |

"Pensei que estivesse vendo uma filmagem na água", comentou Troy Keitt, funcionário de uma empresa de manutenção, que observou a cena, atônito, de um cais próximo.

O avião decolou às 15h26 (19h26 de Brasília) do aeroporto de La Guardia, com destino à cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, com 150 passageiros e 5 tripulantes a bordo. O piloto Chelsey Sullenberger fez um giro para a esquerda, conforme manobra de rotina na rota do vôo 1549.

Minutos depois da decolagem, os passageiros ouviram uma explosão na turbina esquerda, que pode ser sido provocada por um, ou vários pássaros.

O piloto pediu, então, aos passageiros que se colocassem em posição de impacto. "Nesse momento, houve um grande silêncio, e as pessoas começaram a rezar", contou o sobrevivente Fred Beretta ao canal CNN.

Menos de cinco minutos depois de ter decolado, o avião pousava no rio Hudson, diante dos olhares incrédulos dos nova-iorquinos, que acompanharam cada minuto da proeza da margem oeste da ilha de Manhattan.

Apesar da colisão, que deslocou uma grande quantidade de água, o aparelho permaneceu intacto. "Foi como um vulcão explodindo", contou uma testemunha.

O funcionário Keitt disse ainda que um sobrevivente descreveu o resgate como "um caos organizado". Segundo ele, "um ferry do New York Waterway acudiu ao resgate".

O passageiro Joshua Peltz ficou encarregado de abrir uma comporta. "Abri a porta e deixei sair na minha frente a primeira mulher na fila. Nessa hora, a asa ainda estava sobre a superfície".

Depois que a porta de emergência foi aberta, automaticamente um bote de socorro inflou. "As pessoas saíram andando pelas asas. Depois, chegou outra embarcação e, depois, chegaram mais duas", acrescentou Keitt. "Havia umas 30, ou 40 pessoas sobre as asas. Ninguém gritava, ninguém entrou em pânico".

"É um milagre que todos tenham saído com vida", comentou o também sobrevivente Alberto Panero, em entrevista à CNN.

"Todo mundo estava congelando", contou Analia Rodríguez, que participou das operações de socorro. "Nossa principal preocupação era a hipotermia. Cobrimos cerca de 50 pessoas com cobertores".

ltl/tt

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