Ex-parlamentar cumprirá prisão domiciliar por favorecer reeleição de Uribe

Bogotá, 25 jun (EFE) - A Corte Suprema de Justiça da Colômbia condenou hoje a ex-congressista Yidis Medina a 43 meses de prisão domiciliar, após ser considerada responsável do crime de suborno ao favorecer, com seu voto, a reeleição do presidente Álvaro Uribe em 2005, informaram fontes judiciais.

EFE |

Medina, ex-representante à Câmara, detida desde abril, cumprirá a pena em casa, por ser responsável pelo sustento da família.

A ex-parlamentar mudou seu voto, que inicialmente era contrário, conforme confessou, graças aos benefícios recebidos então por parte de altos funcionários.

O atual embaixador na Itália, Sabas Pretelt, que era ministro do Interior e de Justiça, e o também ministro da Proteção Social, Diego Palacio Betancourt, assim como o ex-secretário da Casa de Nariño, sede do Executivo, Alberto Velásquez, são algumas das autoridades envolvidas no escândalo.

Na segunda-feira passada, no marco da mesma polêmica, a Promotoria abriu investigação formal e ordenou que Pretelt preste depoimento.

Pretelt foi acusado de ter oferecido em nome do Governo benefícios burocráticos a Yidis Medina em troca de que votasse a favor da reeleição presidencial, durante um debate na Comissão Primeira da Câmara de Representantes.

A Promotoria também tenta estabelecer se os funcionários ofereceram vantagens governamentais a outro ex-membro da Câmara Baixa, Teodolindo Avendaño, preso desde maio, que se ausentou no dia da votação, apesar de ter anunciado o voto contra, ajudando, assim, a aprovar a reforma.

A reforma permitiu a Uribe um segundo mandato consecutivo (2006-2010). EFE rrm/db

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