Ex-paramilitar é assassinado na Colômbia

Bogotá, 12 dez (EFE).- O fundador de uma ONG colombiana que reúne cerca de 4.

EFE |

500 ex-paramilitares e uma advogada da mesma entidade foram assassinados nesta sexta-feira a tiros em Medellín, informaram autoridades policiais locais.

O duplo homicídio foi cometido por pessoas, ainda não identificadas, que interceptaram as vítimas em uma rua da zona oeste de Medellín, disse à imprensa o subcomandante da Polícia Metropolitana da cidade, o coronel Mauricio González Orozco.

O oficial explicou que Waldo Ayala Arenas, diretor da Corporação Democracia, e Ruby Liliana Suaza Arango, advogada desta ONG, passavam em um veículo particular quando "foram abordados por vários sujeitos que andavam em motocicletas".

González Orozco ofereceu em nome da Polícia uma recompensa de 10 milhões de pesos colombianos (quase US$ 4.390) a quem forneça pistas que permitam chegar aos assassinos.

Ayala de 46 anos e também jurista, fundou a Corporação Democracia após o desarmamento, em novembro de 2003, dos blocos Cacique Nutibara (BCN) e Héroes de Granada (BHG), da dissolvida organização paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Ambos os blocos eram dirigidos por "Don Berna", conhecido como de Diego Fernando Murillo, extraditado em maio junto a outros 14 antigos comandantes das AUC aos Estados Unidos, que os reivindicava por narcotráfico e lavagem de dinheiro.

As Autodefesas desapareceram em meados de 2006 dentro de um processo de paz com o Governo que alcançou a desmobilização de mais de 31 mil paramilitares de direita.

Há pouco mais de quatro meses, pistoleiros assassinaram, em um restaurante de Medellín, Antonio López, principal braço direito de "Don Berna" e antigo responsável político do BCN. EFE jgh/jp

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