Paris, 8 abr (EFE).- Cécilia Ciganer-Albéniz, ex-mulher do presidente da França, Nicolas Sarkozy, desistiu de levar adiante um processo para proibir a publicação de uma biografia não autorizada, que revelava alguns detalhes de sua vida particular.

Os advogados da ex-primeira-dama francesa asseguraram que não faz sentido pedir a proibição de um livro que esteve muitos meses à venda.

Cécilia tinha apelado da sentença em primeira instância, que decidiu não proibir a publicação do livro, chamado "Cécilia" e de autoria da jornalista Anna Bitton.

Entre outros fatos, a publicação diz que a ex-mulher de Sarkozy considerava que só veio a conhecer o amor quando se encontrou com o publicitário Richard Attias, com quem teve uma relação extra-matrimonial em 2005 e que se tornou seu novo marido há poucos dias.

"Richard é a pessoa que mais amei em toda a minha vida. Acho que nunca tinha amado antes", revelou a ex-primeira-dama segundo um trecho do livro.

Ao falar sobre Sarkozy, Cécilia diz na biografia que, desde que o casal entrou em crise, ele se tornou um "mulherengo".

Em entrevista publicada no novo número da edição italiana da revista "Vanity Fair", a ex-mulher do presidente da França disse que a vida de "primeira-dama" não era feita para ela, já que tinha a impressão de "viver num teatro".

Cécilia é capa da revista, aparecendo ao lado de Attia. Na entrevista, ela também lamenta ter sido tão recriminada por não sacrificar o suficiente pelo país - embora aceite que talvez seus críticos tenham razão, ela pediu respeito pela decisão.

"Sei que agi corretamente e desejo ao meu ex-marido que seja feliz em seu novo casamento", afirmou.

A ex-mulher de Sarkozy também falou sobre outros casamentos ilustres que se tornaram alvo de polêmica - e da imprensa - por seus problemas: o do magnata italiano Silvio Berlusconi, que descaradamente canta outras mulheres, e o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, conhecido por suas infidelidades a Hillary Clinton, pré-candidata do partido democrata à presidência.

"Ninguém pode julgar ninguém, as decisões dos demais têm de ser respeitadas", afirmou Cécilia.

Ela define o casamento como "um casal que caminha na mesma direção, para conseguir os mesmos objetivos", e assegura que, neste momento, "está totalmente apaixonada" por seu marido.

"Não agüentaria esperá-lo em casa à noite sem ter ficado o dia todo com ele. Quero trabalhar, viajar, viver com ele e nossos filhos", comenta.

Por sua vez, Richard Attia afirmou: "Sou um homem satisfeito, estou na situação de quem encontrou o próprio equilíbrio". EFE lmpg/dp

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