Ex-mulher de Chávez critica ineficiência do Governo venezuelano

Caracas, 14 jun (EFE).- Marisabel Rodríguez, que foi a segunda mulher do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e é candidata à Prefeitura de Irribarren, criticou hoje a ineficiência e intolerância que, segundo ela, caracterizam o Governo revolucionário.

EFE |

Rodríguez, de 41 anos, é candidata à Prefeitura de Irribarren, no estado de Lara, nas eleições municipais e regionais convocadas para 23 de novembro.

Ao receber oficialmente o apoio político do ex-governista Poder Democrático Social (Podemos), Rodríguez acrescentou que, sobre o país, "ainda" pende a "ameaça" do autoritarismo, porque, argumentou, Chávez persiste em sua tentativa de implantar a "reeleição indefinida".

O Podemos, que conta com sete deputados na Assembléia Nacional (AN), de 167 membros, se afastou do Governo por causa da proposta de reforma constitucional apresentada por Chávez, que incluía a reeleição ilimitada presidencial, e que foi rejeitada em referendo popular em 2 de dezembro.

"O espaço político (venezuelano) foi ocupado pelo nepotismo, ineficiência e intolerância", disse a candidata, que foi um dos 131 membros da extinta Assembléia Nacional Constituinte, que em 1999 redigiu a Constituição vigente.

Os opositores à "revolução bolivariana" devem "lutar contra tanta "pressão e perseguição" oficial, para assim instaurar "uma nova forma de fazer política", acrescentou Rodríguez.

A ex-esposa do líder venezuelano denunciou em maio que era vítima de "violência e perseguição" por parte de Chávez, o que o governante negou. EFE gf/an

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