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Ex-motorista de Bin Laden se diz inocente em tribunal militar em Guantánamo

Washington, 21 jul (EFE).- Salim Hamedan, ex-motorista de Osama bin Laden no Afeganistão, se declarou hoje inocente das acusações de terrorismo pelas quais é julgado em um tribunal militar especial em Guantánamo.

EFE |

Hamedan é acusado de conspiração e de fornecer material de apoio a terroristas, acusações pelas quais pode ser condenado à prisão perpétua.

O iemenita será o primeiro acusado em um tribunal de crimes de guerra dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial.

Ao julgamento, que deve durar três ou quatro semanas, foram convocados a depor mais de 20 testemunhas.

O tribunal é formado por cinco membros escolhidos entre uma seleção de 13 oficiais americanos, e o veredicto será decidido por maioria de dois terços.

Hamedan, que recebia um salário de US$ 200 como motorista de Bin Laden, foi capturado pelo Exército afegão em novembro de 2001 e entregue depois ao Exército americano.

Em maio de 2002, Hamedan foi levado a Guantánamo e, em pouco tempo, se tornou um dos primeiros prisioneiros a enfrentar acusações de crimes de guerra.

Os advogados de defesa alegam que ele era apenas um simples empregado da frota de carros de Bin Laden. A princípio, conjeturava-se que os advogados poderiam chegar a um acordo para que Hamedan se declarasse culpado, com o objetivo de reduzir a pena, mas isso não aconteceu.

Antes de Hamedan, o australiano David Hicks seria submetido aos polêmicos tribunais militares estabelecidos pelo Governo do presidente americano, George W. Bush, após os atentados de 11 de setembro de 2001, mas ele não chegou a ser julgado.

Hicks se declarou culpado antecipadamente de dar apoio ao terrorismo, em troca de uma pena de apenas nove meses de prisão e não chegou ao tribunal.

Os advogados de Hamedan tinham pedido que o julgamento fosse suspenso com base em uma decisão do Tribunal Supremo, que admitiu, em junho, que os supostos terroristas considerados "combatentes inimigos ilegais" pelo Governo têm direito de questionar nos tribunais dos EUA a legalidade da detenção.

No entanto, o juiz federal que estudava o pedido não encontrou motivos suficientes para parar o processo e, na semana passada, deu sinal verde para o início do julgamento militar. EFE elv/an

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