Ex-ministro terá que depor sobre suposto suborno para reeleição de Uribe

Bogotá, 23 jun (EFE) - A Promotoria da Colômbia abriu hoje uma investigação formal e convocou o ex-ministro do Interior e atual embaixador na Itália, Sabas Pretelt, a depor por suposto suborno para conseguir, em 2005, a aprovação da reforma constitucional que permitiu a reeleição do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

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O ex-ministro e embaixador em Roma foi convocado pelo vice-promotor geral, Guillermo Mendoza Diago, que investiga se vários funcionários, entre eles Pretelt, ofereceram benefícios à ex-congressista Yidis Medina, detida desde abril, para que votasse a favor da reforma.

Pretelt foi acusado de ter oferecido, em nome do Governo, benefícios burocráticos a Medina em troca de que votasse a favor da reeleição presidencial, durante debate na Comissão Primeira da Câmara de Representantes.

Também deverá esclarecer se ofereceu favores governamentais a outro ex-membro da Câmara Baixa, Teodolindo Avendaño, preso desde maio e que esteve ausente no dia da votação, apesar de ter anunciado o voto contra, com o que ajudou, assim, a aprovar a reforma.

Estes fatos deram origem a um escândalo, dentro do qual também foi detido o ex-congressista Ivan Díaz Mateus por ordem da Sala Penal da Corte Suprema de Justiça.

Medina denunciou que funcionários do Governo lhe ofereceram propinas em troca de voto, como postos em dependências oficiais, enquanto o Executivo a acusa de pressionar para que dessem contratos oficiais a parentes da parlamentar.

Uribe, que venceu as eleições gerais de 2002, foi reeleito em 2006 para um segundo mandato de quatro anos, graças a essa reforma à Carta Magna. EFE gta/db

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