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Ex-ministro de Uribe diz que Farc estão muito debilitadas

Madri, 20 jul (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão muito debilitadas, mas ainda não foram derrotadas, afirmou hoje, em Madri, o ex-ministro colombiano de Defesa Juan Manuel Santos.

EFE |

O ex-ministro, que deixou o Governo para se candidatar à Presidência caso o atual chefe de Estado, Álvaro Uribe, não force uma manobra que lhe permita disputar um terceiro mandato seguido, disse que a guerrilha tem "a capacidade de voltar a se fortalecer com o narcotráfico".

"(As Farc) estão cada vez mais isoladas. Estão nas fronteiras.

Muitos de seus líderes estão fora da Colômbia. Eles sabem que, se ficarem em território colombiano, estarão em grave perigo", acrescentou o ex-ministro, que participou de um café da manhã com a imprensa na capital espanhola.

O objetivo da política de "segurança democrática" desenvolvida por Uribe "é levar as Farc a um ponto do qual não haja retorno", "a um ponto a partir do qual (...) não crescerão" mais, acrescentou Santos.

Isso só será possível, segundo Santos, com o aumento do controle sobre o território e com o desenvolvimento das regiões.

O ex-ministro também disse que, com o Governo de Álvaro Uribe, as Farc passaram a ser "golpeadas" em pontos "estratégicos".

Um exemplo dado por Santos foi a operação lançada em março do ano passado contra um acampamento das Farc no Equador. O melhor dela, segundo o ex-ministro, não foi a morte de "Raúl Reyes", número dois das Farc, ou de outros 25 guerrilheiros. Mas a informação obtida dos computadores apreendidos.

"Tanto 'Tirofijo' (fundador e líder máximo das Farc até sua morte, no fim de março de 2008) como 'Mono Jojoy' (outro líder da guerrilha) disseram o seguinte num vídeo que acaba de ser divulgado publicamente: 'Descobriram todos os nossos segredos'", acrescentou.

EFE ep/sc

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