Ex-ministro da Guiné-Bissau é morto por forças de segurança

Dacar, 5 jun (EFE).- As forças de segurança da Guiné-Bissau mataram hoje o ex-ministro da Defesa Hélder Proença e o acusaram de tentar dar um golpe de Estado, informou a imprensa oficial, que cita como fonte o Ministério do Interior.

EFE |

A morte de Proença acontece horas depois de Baciro Davo, um dos candidatos à Presidência do país nas eleições de 28 de junho, ter sido assassinado com vários disparos.

Segundo o Ministério do Interior, Davo também estaria envolvido na suposta tentativa de golpe.

Emissoras regionais captadas em Dacar disseram que Proença, um guarda-costas e o motorista do carro dele foram mortos a tiros por agentes das forças de segurança quando circulavam pelo norte do país.

O Ministério do Interior vinculou a morte do ex-ministro com o assassinato de Dabo, morto por "homens armados não identificados" que invadiram sua casa nas primeiras horas do dia.

No senegal, a rádio "RFM" informou que, até pouco tempo atrás, Dabo era ministro de Administração Territorial do atual Governo da Guiné-Bissau. Porém, para concorrer ao pleito, colocou o cargo à disposição do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

A emissora também disse que Dabo era muito próximo politicamente do último presidente, João Bernardo "Nino" Vieira, assassinado por militares em 2 de março.

As eleições presidenciais na Guiné-Bissau foram convocadas após os assassinatos de Vieira e do chefe das Forças Amadas, general Tagme Na Wai, morto também em março.

Com estas mortes, o país, um dos mais instáveis e pobres de África Ocidental, mergulhou numa situação de confusão. EFE st/sc

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